segunda-feira, 30 de março de 2009

Chocolate Quente

Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.

Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho.

O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente.

Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes - de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas..

Apenas disse aos jovens para se servirem à vontade.

Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:

- Reparem como todos procuraram escolher as chávenas mais bonitas e dispendiosas, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stress.

A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente.

Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber.

O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...

Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:

- Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas.

Estas são apenas meios de conter e servir a vida. A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida.
Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu.
As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitar ao máximo tudo o que têm.

Vivei com simplicidade. Amai generosamente. Ajudai-vos uns aos outros com empenho. Falai com gentileza...... e apreciai o vosso chocolate quente.

Autor desconhecido

sábado, 28 de março de 2009

POR FAVOR! FAÇAM O QUE DIGO!!!


"Se todos fizessem o que já fiz, se calhar Portugal já era campeão do mundo".

Sim! O nosso Cristiano Ronaldo, melhor jogador de futebol do Mundo em 2008, (e, quem sabe, dos arredores), teve esta declaração na conferência de imprensa de ontem.
É claro que se todos fizessem o que ele fez Portugal seria campeão. Resta saber em quê...

Olhando para a figura deste jogador e para o que ele fez, Portugal seria um país extremamente irritante e vaidoso! Seria um país de muitas "namoradas" de dia sim e dia não! Não seria pobre nenhum (salve-se isto)! Tiria uma garagem bastante apetrechada e uma casa para os pais, irmãos, cunhados, amigos, amigos dos cunhados e dos irmãos, etc...
Ao nível desportivo ganharíamos alguns prémios individuais e outros tantos colectivos, mas campeões do mundo ao nível da Selecçãos?! Vai lá vai...

O sr. Cristiano está a esquecer-se de uma coisa: é que se todos jogassem na Selecção como ele joga, o mais provável era nem irmos à fase final de qualquer competição internacional, muito menos ganhar coisa alguma. Mais, ele está a esquecer-se que as competições só se ganham quando há um colectivo forte e unido. Declarações de um "míudo" referindo que os "trintões" não jogam como ele logo não ganham unem cada vez mais o balneário?! (refira-se que cada vez mais temos uma Selecção mais unida ... em torno de alguns empresários) Errado!!!

Ande lá sr. Cristiano! Preocupe-se em jogar "à bola" e não ao "eu sou bom e vocês não valem nada"! Assim é que se ganham jogos...
Outra coisa, o "se calhar" fica tão bem na frase... :-)

quarta-feira, 25 de março de 2009

A brincar, a brincar...

A polémica em torno da arbitragem da final da Taça da Liga entre Sporting e Benfica chegou à Igreja quando um pároco em Lisboa, fervoroso sportinguista, anunciou que não irá baptizar meninos com nome Lucílio.

"Aproveito para vos anunciar que, enquanto for responsável por esta paróquia, não faço intenções de baptizar nenhum menino chamado Lucílio. Queiram dispor para tais propósitos dos serviços de uma paróquia vizinha", anunciou domingo o padre João José Marques Eleutério antes do tradicional "Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe".

Na missa dominical, celebrada todos os domingos às 12h30 na igreja do Rato, o pároco manifestou-se assim "incomodado" com a arbitragem de Lucílio Baptista no jogo da Final da Taça da Liga.

O árbitro tem sido criticado pelo Sporting por ter assinalado uma grande penalidade inexistente que aos 72 minutos deu o empate 1-1 ao Benfica, que acabou por conquistar o troféu no desempate por penalties.

"É verdade que sou sportinguista desde sempre e que falei, durante a missa, do resultado vergonhoso entre o Benfica e o Sporting", disse à Lusa o padre João Eleutério.

"Foi uma brincadeira e os paroquianos já sabem que eu gosto do Sporting e gosto de fazer piadas", disse o sacerdote, garantindo no entanto que nenhuma criança ficará por baptizar: "se não for eu, será outro sacerdote".

Sócio do Sporting Clube de Portugal e atleta durante vários anos, João Eleutério não consegue "ficar indiferente" ao clube.

"Custa muito perder da maneira que perdemos no sábado, frente ao Benfica. Vai ficar sempre a suspeita de que o árbitro não foi correcto", frisou o sacerdote.

João Eleutério não imaginou que o 'aviso' que fez no final da missa dominical seria objecto de crónicas em blogues e motivo de comentários por parte de alguns paroquianos.

"Foi mesmo uma brincadeira, mas a verdade é que o Sporting está constantemente a ser prejudicado pela arbitragem", disse à Lusa.

Na memória do sacerdote, tal como o último Benfica/Sporting, está ainda um jogo realizado há dois anos com o Paços de Ferreira.

"O Sporting perdeu o campeonato por ter perdido o jogo com o Paços de Ferreira, onde foi marcado um golo com a mão", finalizou o padre João Eleutério.

in Público

segunda-feira, 23 de março de 2009

Papa homenageou vítimas que Angola tardou a admitir

De tanto lidar com a morte e tão pouco com os jornalistas, a funcionária de bata branca do Hospital Josina Machel parou de empurrar a maca onde jazia uma das vítimas do encontro de anteontem com o Papa no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, e sorriu ao ver os repórteres à entrada do elevador metalizado.

Recuperou a compostura num ápice e continuou a deslizar a maca coberta com um lençol banco onde sobressaía uma coroa de flores vermelhas e brancas. Atrás, um homem vestido de verde-água, máscara da mesma cor e luvas cirúrgicas, empurrava o cadáver da outra vítima dos violentos atropelos à entrada do recinto onde Bento XVI se reuniu com a juventude angolana. Também coberta de branco, com flores azuis e brancas. Não se pense que as flores são uma boa prática do principal hospital da capital de Angola.

As coroas foram compradas depois de o Papa ter referido a morte das jovens, no encontro de ontem à tarde, na esplanada da Cimangola (ver caixa). Pouco depois, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone (a segunda figura da Igreja) e o ministro angolano das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, passavam pelo "Josina Machel" para reconfortar a família de uma das vítimas e visitar os dois feridos dos mesmos incidentes ainda internados.

Até ontem, a existência das vítimas tinha sido prudentemente ocultada nos discursos oficiais e, consequentemente, omitidas dos intermináveis blocos noticiosos que a governamentalizada TPA - Televisão Pública de Angola - dedica à visita do Sumo Pontífice ao país. Mas o caso saltou para a imprensa internacional e nem o poder em Luanda nem sequer o Vaticano puderam mais ignorá-lo.

Um dia depois da tragédia, vieram as "homenagens", como lhe chamou Assunção dos Anjos, às vítimas. Uma das quais, referiu o cardeal Bertone, até "era catequista na igreja de São Pedro", facto que o JN não conseguiu confirmar naquela paróquia do bairro do Prenda.

As duas raparigas perderam a vida em conjunto, mas tiveram sortes diferentes depois da morte. Celina Kiala, 22 anos, trazia consigo documentos pessoais e um telemóvel, quando chegou à morgue do hospital.

Da outra vítima nada se sabe. "Ninguém reclamou o cadáver, nem sequer sabemos se tem família", disse, ao JN, o coordenador do projecto Luacute - Atendimento Humanizado, Jorge Manuel, em curso naquela unidade de saúde. E porque, sobretudo em Luanda, é preciso ter sorte até na morte, os dois corpos foram retirados dos decrépitos frigoríficos da morgue hospitalar e transferidos para a "sala de trânsito" onde, segundo Manuel, "os frigoríficos são de melhor qualidade", o que significa que o cadáver anónimo ainda terá 30 dias para ser reclamado.

Depois desse período, será enterrado numa vala comum.


in Jornal de Notícias


Papa despediu-se de Angola

Bento XVI despediu-se esta manhã de Angola, onde tinha chegado na passada Sexta-feira, colocando assim um ponto final na sua primeira viagem ao continente africano.

O Papa começara a visita pelos Camarões, no passado dia 17 de Março, tornando-se assim o terceiro chefe da Igreja Católica a visitar África nos tempos modernos.

A 11ª viagem apostólica de Bento XVI, desde cedo marcada pela polémica gerada em volta das suas declarações sobre o uso do preservativo no combate à SIDA, apresentou uma visão realistas dos problemas de África – guerras civis, pobreza, tribalismo e rivalidades étnicas, má governação, corrupção e violação de direitos humanos, desigualdade entre sexos e marginalização das mulheres, práticas desumanas e exploração dos recursos naturais por uma globalização injusta -, mas procurou acima de tudo deixar uma mensagem de esperança.

Para o Papa, África deve reencontrar o seu lugar mundo e ser, no século XXI, um farol para a Igreja e para toda a humanidade. "Reconciliação, justiça e paz" são as palavras que serviram de fio condutor da viagem e servem como uma espécie de "até já" para o II Sínodo dos Bispos africanos, que decorrerá em Outubro, no Vaticano, precisamente sobre esses temas.

No seu último discurso, em Angola, Bento XVI disse que, apesar das resistências e os obstáculos, o povo angolano está construir o seu futuro na senda do perdão, justiça e solidariedade.

O Papa manifestou-se feliz por "ter conhecido de perto um povo corajoso e decidido em renascer". Neste contexto, pediu que a justa realização das aspirações fundamentais das populações mais necessitadas constitua a preocupação principal de quantos ocupam cargos públicos.

"Se me permitissem um apelo final seria para pedir que a justa realização das aspirações fundamentais das populações mais necessitadas constitua a preocupação principal de quantos ocupam cargos políticos públicos visto que a sua intenção, estou certo, é desempenhar a missão recebida não para si mesmo mas em vista do bem comum", apontou.

"O nosso coração não pode estar em paz, enquanto virmos irmãos sofrerem por falta de alimento, de trabalho, de um tecto ou de outros bens fundamentais", referiu ainda, apelando à "solidariedade entre as gerações, países e continentes, que dê origem a uma partilha cada vez mais equitativa das riquezas da terra entre todos os homens".

Aos africanos, Bento XVI pediu coragem na construção da paz, cumprindo gestos de perdão e a trabalhar pela reconciliação nacional, "para que jamais prevaleça a violência sobre o diálogo, o medo e o desânimo sobre a confiança, o rancor sobre o amor fraterno".

Por outro lado, disse estar "grato a Deus por ter encontrado uma Igreja viva e, apesar das dificuldades, cheia de entusiasmo, que soube carregar a sua cruz e a dos outros, testemunhar perante todos a força salvífica da mensagem evangélica".

"Deus abençoe Angola! Abençoe cada um dos seus filhos e filhas! Abençoe o presente e o futuro desta querida Nação. Ficai com Deus", concluiu.

Já o Presidente da República de Aangola, José Eduardo dos Santos, declarou que a visita do Papa ultrapassou de longe as expectativas, sublinhando que as suas palavras constituem um sindal de esperança e encorajamento para que toda a nação angolana prossiga na senda da consolidação da paz e reconciliação nacional.

À imagem do que o Papa fizer este Domingo, José Eduardo dos Santos lamentou a morte de duas jovens à entrada do Estádio do Coqueiros, no passado dia 21.

terça-feira, 17 de março de 2009

Bento XVI em Africa

Bento XVI partiu esta Terça-feira de Roma para a sua primeira visita ao continente africano enquanto Papa, que o leva primeiro aos Camarões e, de seguida, a Angola. Apesar de limitada às capitais destes dois países, a viagem apostólica quer levar uma mensagem de paz a todo o continente.

O Papa partiu com um ligeiro atraso, cerca das 10h20 locais (menos uma hora em Lisboa). No tradicional telegrama que o Papa envia ao Presidente da Itália, ao partir em viagem, Bento XVI fala do "vivo desejo de encontrar os irmãos na fé e os habitantes" de Angola e Camarões.

Quarta-feira, Bento XVI celebrará uma missa privada na Capela da Nunciatura Apostólica de Yaoundé. Em seguida encontrar-se-á com o Presidente da República dos Camarões, Paul Biya, no Palácio da Unidade, e terá ainda um encontro com os Bispos do país. Mais tarde, presidirá na Basílica Maria Rainha dos Apóstolos à oração das I Vésperas da solenidade de São José, com a participação de bispos, sacerdotes, religiosos, seminaristas, diáconos, movimentos eclesiais e de representantes de outras confissões cristãs.

O primeiro Papa dos tempos modernos a viajar até África foi Paulo VI, que visitou o Uganda de 31 de Julho a 2 de Agosto de 1969. Após esta histórica visita, coube a João Paulo II percorrer praticamente todo o território africano, em 16 viagens apostólicas entre 1980 e 2000.

O falecido Papa polaco passou por 42 países e pelo departamento francês da Reunião, tendo mesmo repetido a visita no caso de 7 países. Começou pelo Zaire, Congo-Brazzaville, Quénia, Gana, Alto Volta (actual Burkina Fasso) e a Costa do Marfim, ao longo de dez dias, em 1980.

A última passagem de um Papa por território africano aconteceu no ano 2000, aquando da peregrinação jubilar de João Paulo II ao Monte Sinai, no Egipto.

Nove anos depois, acontece a terceira visita papal, para o território camaronês (1985 e 1995, João Paulo II), e a segunda para o país lusófono.

Esta viagem culmina, de forma mais visível, a constante preocupação de Bento XVI com a Igreja e a sociedade africanas.

No Domingo, o Papa lançou a sua viagem a Angola e Camarões, que irá decorrer até 23 de Março, afirmando que com esta visita tenciona “abraçar todo o continente africano”.

Em particular, disse, “penso nas vítimas da fome, das doenças, das injustiças, dos conflitos fratricidas e de qualquer forma de violência que infelizmente continua a atingir adultos e crianças, sem poupar missionários, sacerdotes, religiosos, religiosas e voluntários”.

Atenção constante

Na intenção de oração missionária para o mês de Fevereiro, o Papa rezava para que a Igreja na África encontrasse caminhos e meios adequados para promover – de modo eficaz – a reconciliação, a justiça e a paz, segundo as indicações da II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos.

Este evento, que decorrerá de 4 a 25 de Outubro próximo, terá como tema “A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz”, justifica a ida de Bento XVI aos Camarões, onde irá publicar o instrumento de trabalho deste Sínodo.

São várias as ocasiões em que, desde o início do pontificado, o Papa deixou apelos e dedicou reflexões ao continente africano. Num encontro com o clero de Roma, no dia 13 de Maio de 2005 - menos de um mês depois da sua eleição – Bento XVI falou sobre a extraordinária riqueza humana e espiritual da África, sem deixar de ressaltar as responsabilidades da Europa.

“A África é um continente de grandes possibilidades, de grande generosidade por parte do povo, com uma fé viva impressionante. Mas devemos confessar que a Europa exportou não somente a fé em Cristo, mas também todos os vícios do Velho Continente. Exportou o sentido da corrupção, exportou a violência que agora está devastando a África. E devemos reconhecer a nossa responsabilidade em fazer de modo que a exportação da fé, que responde à íntima expectativa de todo homem, seja mais forte do que a exportação dos vícios da Europa”, disse então.

Ainda nos primeiros meses de pontificado, no Angelus de 3 de Julho de 2005, Bento XVI aproveitou a ocasião do então iminente G-8 da Escócia para exortar a comunidade internacional a não esquecer as populações africanas, atingidas pela pobreza e por conflitos: “De coração, desejo sucesso a essa importante reunião, fazendo votos de que ela leve a partilhar solidariamente os custos da redução da dívida externa, a adoptar medidas concretas para a erradicação da pobreza, e a promover um autêntico desenvolvimento da África.”

No seu livro “Jesus de Nazaré”, Joseph Ratzinger fala das parábolas do Evangelho, em especial a do Bom Samaritano, que é apresentado como um “ícone da compaixão”, através do qual Cristo ensina que “não se trata já de estabelecer quem, entre os outros, é o meu próximo, mas trata-se de mim: eu devo tornar-me o próximo”.

A actualidade da parábola é, segundo o Papa, “óbvia”: os povos da África, caídos por terra, “olham-nos de perto”. “Nós levamos-lhes o cinismo de um mundo sem Deus, onde apenas contam o poder e o lucro”, lamenta.

Estes foram apelos e observações renovados em várias outras ocasiões, em particular, nos discursos ao Corpo diplomático, nas audiências aos prelados africanos em visita “ad Limina”, e nas mensagens para o Dia Mundial da Paz.

No encontro de 2009 com os diplomatas credenciados junto da Santa Sé, Bento XVI falava já na “alegria de me encontrar com muitos irmãos e irmãs de fé e humanidade que vivem na África”.

“Na expectativa desta visita, que tanto desejei, peço ao Senhor que seus corações se abram para acolher o Evangelho e vivê-lo com coerência, construindo a paz e lutando contra a pobreza moral e material”, indicou.

Segundo Bento XVI, em África é importante “reservar uma atenção especial à infância: vinte anos depois da adopção da Convenção sobre os direitos das crianças, elas ainda são vulneráveis”. O Papa pediu aos responsáveis políticos que “tomem todas as medidas necessárias para resolver os conflitos actuais e colocar fim às injustiças que os provocaram”.

Entre as várias conferências episcopais que visitaram o Vaticano desde Abril de 2005 conta-se a dos Camarões, recebida em Março de 2006. Na ocasião, Bento XVI lembrou o aniversário da Exortação apostólica pós-sinodal “Ecclesia in África”, assinada em Yaoundé em Setembro de 1995, pelo Papa João Paulo II. “Este momento de graça, vivido na fé e na esperança, revelou uma real solidariedade pastoral orgânica em todo o continente africano, manifestada sobretudo pelos trabalhos fecundos e estimulantes da Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos”, disse.

O Papa falou na necessidade de “fazer penetrar o Evangelho em profundidade nas culturas e nas tradições do vosso povo, caracterizadas pela riqueza dos seus valores humanos, espirituais e morais, sem deixar de purificar essas culturas, através de uma necessária conversão de tudo o que, nelas, se opõe à plenitude da verdade e da vida que se manifesta em Jesus Cristo”.

“Isto exige também que seja anunciada e vivida a Boa Nova iniciando sem receio um diálogo crítico com as culturas novas relacionadas com o emergir da globali-zação, para que a Igreja lhes transmita uma mensagem cada vez mais adequada e credível, permanecendo fiel ao mandamento que recebeu do seu Senhor”, acrescentou.

Sínodo

D. Damião Franklin será um dos secretários especiais do II Sínodo dos Bispos da África, a realizar em Outubro próximo. Para o Arcebispo de Luanda, esta reunião magna será um momento fundamental para uma “caminhada em conjunto” de todas as forças vivas da Igreja, a nível local e a nível universal.

“Há necessidade de se reflectir, de orar, de sugerir estratégias concretas”, refere à ECCLESIA.

O prelado admite que “África é o continente mais vulnerável” do ponto de vista institucional, com muitos conflitos militares, pelo que a Igreja “quer capacitar os próprios africanos” para resolver estes conflitos e os “problemas de desenvolvimento”, com destaque para o avanço das pandemias.

Quanto à Igreja, o Arcebispo admite que o crescimento de vocações religiosas e sacerdotais não deve fazer esquecer a vocação dos leigos. “Nós, como responsáveis, estamos atentos, porque esta é uma fase e temos de estar preparados para uma fase mais crítica”, admite.

Sobre a questão litúrgica, D. Damião Franklin indica que o “génio africano” deve ter o seu lugar, ainda que com “ordem e disciplina”.

Estatísticas

Em África, os católicos cresceram mais de 3% nos últimos anos, o que ultrapassa o crescimento da população total (2,5%). Estima-se que em 2050, três países africanos estejam entre as dez maiores nações católicas de todo o mundo: a República Democrática do Congo (97 milhões de católicos), o Uganda (56 milhões) e a Nigéria (47 milhões).

A “explosão” do catolicismo na África subsaariana, ao longo do século XX, pode ser considerada como um dos maiores sucessos missionários na história da Igreja - embora deva ser sempre lida com atenção, como se lê neste dossier -, já que de uma população de 1,9 milhões de católicos, em 1900, se passou para 139 milhões.

África é mesmo um dos continentes em que se regista maior crescimento no número de padres, com um aumento na ordem dos 25% no período de 2000 a 2007.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Definir Ecumenismo

O que é Ecumenismo?

Para definir Ecumenismo podemos usar as palavras de Juan Bosh Navarro. Segundo ele, Ecumenismo é um “movimento cristão nascido no início do século XX, em ambientes missionários protestantes e anglicanos, com o desejo de se poder dar um testemunho conjunto do evangelho de Jesus Cristo entre os povos pagãos; para isso, era preciso que todos os cristãos chegassem a ser membros da única Igreja de Cristo.” .

Entenderam?!

Em tese............

Diálogo Ecuménico - Estado da questão
Tema para uma tese de Licenciatura?! Tema para uma tese de Mestrado?! Tema para uma tese de Doutoramento?!
Pois bem, amigos (as). No que me toca directamente, é definitivamente um tema para uma tese de Mestrado. Por outras palavras, é o tema da minha dissertação de mestrado.

Falar de Ecumenismo e do estado da questão no nosso século é realmente um desafio enorme. E vai ser esse grande desafio que eu vou enfrentar neste tempo de resta até Setembro (ou mais...).
E começar a escrever? Já está... Tenho as 10 primeiras páginas escritas (definições principalmente)! Já só faltam 40... uff
Centralizar mais o tema? Claro... Tem que ser feito!
Neste momento ainda estou a começar a fazer caminho... No futuro percorrerei Caminho... em tese!

São as exigências...

Ao contrário do que se pensava até ao ano passado, este ano todos os finalistas do IST-BD (não é banda desenhada...) encontram-se "em tese", em vez de "em síntese"! São as exigências de uma senhora Bolonha, que está representada pela prima Universidade Católica Portuguesa, cuja a sua filha é Faculdade de Teologia de Braga.

Ao contrário do que era até ao ano passado, a dissertação de licenciatura passa a ser a única opção obrigatória, deixando de ser "de licenciatura" passando a ser "de mestrado"! São as exigências de uma senhora Bolonha, que está representada pela prima Universidade Católica Portuguesa, cuja a sua filha é Faculdade de Teologia de Braga.

Ao contrário do que seria até ao ano passado, este ano temos mais uma cadeira de teor filosófico: Estética e Teorias da Arte, em Braga! São as exigências de uma senhora Bolonha, que está representada pela prima Universidade Católica Portuguesa, cuja a sua filha é Faculdade de Teologia de Braga.

Para o próximo ano tudo isto se repetirá! São as exigências de uma senhora Bolonha, que está representada pela prima Universidade Católica Portuguesa, cuja a sua filha é Faculdade de Teologia de Braga.

domingo, 15 de março de 2009

Para "morto" ler




in Blasfémias (visitem)

domingo, 8 de março de 2009

Há mimos e mimos!

!Neste dia especialmente dedicado à Mulher, resolveu-se fazer um pequeno convívio na paróquia onde estou a realizar trabalho pastoral (Ferreirim-Lamego), uma coisa deveras interessante.
Este lugar, conhecido de modo especial pelos convívio que lá se realizam, onde as mulheres da terra têm um papel preponderante (afinal sem elas não havia "tacho"...), os homens da terra (ideias do sr. padre Tó Zé...) quiseram dar-lhes um pequeno grande mimo neste dia.
Decidiu-se fazer-lhes uma festa onde o papel delas era simplesmente comer e divertirem-se. Os homens fariam o resto...

E foi feito!

Arranjos; canja; grelhada mista; sobremesas (o pudim de bolacha teve um especial relevo); e bailarico...
Tudo feito por nós, homens, que antes éramos servidos e que hoje experimentamos servir... :-)

E tudo para lhes dar um mimo porque, na verdade, lá no fundo no fundo, até merecem... :-)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Somos Campeões!

Já estivemos em primeiro lugar na Liga Sagres. Estamos em segundo a 2 pontos do FCP e com o Sporting a 2.
Mas temos razões para festejar um título (negativo)!
Ganhamos o Campeonato dos mais gastadores quando não o têm! O SLB está em primeiro lugar, seguido do Sporting. Em terceiro lugar temos o FCP...
Concluindo, vamos disputar a Liga dos Campeões e o FCP disputa a Taça UEFA! Quanto ao Sporting ainda estamos à espera da pré-eliminatória. Depois talvez teremos a presença do Estrela da Amadora na UEFA porque ganhou a Taça de Portugal (LOL)...
Sr Rui Costa! Parabéns! Conquistamos um título. O seu objectivo foi alcançado (nas finanças...)!

(isto de falências técnicas tem muito que se lhe diga...)