sábado, 13 de março de 2010

Ele anda aí!!!!

O diabo mora no Vaticano”. A afirmação surpreendente é do padre que é responsável pelo departamento de exorcismo do Vaticano há 25 anos. Em entrevista ao diário italiano “La Repubblica”, Gabriele Amorth garante que “há bispos no Vaticano possuídos pelo demónio e cardeais que não acreditam em Jesus”.

O sacerdote garante que essa será a explicação para os recentes escândalos de abusos sexuais que atingiram a Igreja Católica. Também o ataque de que o Papa Bento XVI foi alvo no Natal passado – foi derrubado por uma mulher que o tentou agredir, quando este se preparava para iniciar a celebração da Missa do Galo – teve, no entender do sacerdote de 84 anos, mão do demónio.

O atentado que o Papa João Paulo II sofreu em 1981, quando foi baleado na Praça de São Pedro pelo turco Ali Agca, é ainda outro dos eventos apontados como tendo sido obra do diabo. Peremptório, Gabriele Amorth revela que Bento XVI conhece e apoia totalmente as suas opiniões.

“Sua Santidade acredita de todo o coração na prática do exorcismo. Ele tem encorajado e louvado o nosso trabalho”, diz, acrescentando que o Papa está consciente da necessidade de “eliminar essa ameaça”.

Já em 2006, o padre Amorth tinha afirmado, em entrevista à Rádio Vaticana, que figuras como Hitler e Estaline tinham sido possuídos pelo diabo e, de acordo com documentos secretos do Vaticano, recentemente divulgados, o Papa Pio XII terá mesmo tentado um exorcismo “à distância” para libertar Adolf Hitler do seu lado negro, o qual terá falhado.

Setenta mil possuídos

O sacerdote publicou há cerca de um mês “Memórias de um Exorcista”, obra na qual conta o exorcismo de 70 mil possuídos que terá realizado ao longo de anos na sua “batalha contra o mal”.

“Durante as sessões, os possuídos precisavam de ser controlados por seis ou sete assistentes. Eram capazes de cuspir cacos de vidro, pedaços de metal do tamanho de um dedo, mas também pétalas de rosas”, afirma Gabriele Amorth no seu livro.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Sem comentários

Se não entenderem à 1ª tentem uma 2ª vez que está de mais!!!!!!!!

Lindo futuro escolar... Geração Phonix e Zonix + vodafnix + Uzix + Tmnix

(Texto verídico retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa, realizada por um aluno do 9º ano, numa Escola Secundária das Caldas da Rainha (para ler, estarrecer e reflectir...!!!))


REDAXÃO

'O PIPOL E A ESCOLA'


Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas. Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?

E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os Lesiades''s, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.

Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???

O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar

sábado, 2 de janeiro de 2010

Novamente no Aeroporto de Lisboa

A TAP voltou a realizar um momento de animação no aeroporto de Lisboa para desejar um feliz Ano Novo aos clientes no dia 30 de Dezembro.

Sob o olhar surpreso dos passageiros que circulavam no aeroporto, um grupo de funcionários começou a dançar ao som de várias músicas e conseguiu contagiar as muitas pessoas que estavam por perto. Os vídeos circulam no Youtube e têm tido muita aceitação do público.

Depois do êxito da animação de Natal no aeroporto de Lisboa, esta é a segunda “flashmob” da Transportadora Aérea Portuguesa, que consiste na organização de uma acção com um grupo restrito de pessoas, que depois convida o público a entrar no “ritmo”.


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal 2009 - Bispo de Lamego

Boas Festas!

É o desejo que se exprime neste tempo, trocado através de mensagens em cartões ilustrados que mutuamente nos enviamos. As mesmas, são as palavras que vemos em grandes cartazes luminosos nas ruas das cidades e artisticamente enfeitados à entrada das grandes superfícies comerciais e dos outros lugares de comércio, a prender a atenção para os produtos que se pretende vender. O ambiente é de alegria. Basta ouvir a música característica que inunda de som esses espaços, a abafar as conversas dos que casualmente se cruzam com o mesmo objectivo: comprar, atropelando-se apressados de lado para lado, porque o tempo mingua e a azáfama contagia a todos.

Porquê? É Natal. Se interrogamos, porém, as pessoas sobre o significado desta Festa, as respostas são variadíssimas, desde a oportunidade para trocar presentes, à ocasião das famílias se reunirem, ou à recordação apenas dos hábitos alimentares tradicionais nesta época. Não é o que ouvimos e vemos todos os dias na nossa rádio e televisão? Que terá a ver tudo isto, toda esta barafunda, com as verdadeiras Boas Festas que deveríamos augurar? Pouco ou mesmo quase nada.

A razão profunda daquele desejo, para nós cristãos, deve ser de outra ordem. Tem uma origem diferente. É Natal porque se celebra o mais importante aniversário da História. Há pouco mais de 2000 anos, em Belém numa gruta, nascia Deus que se fez homem para mostrar a todos quanto os ama e como esse amor é necessário, imprescindível e fundamental na vida. Veio para ser homem, em tudo igual a nós, excepto no pecado, e oferecer à humanidade a reconciliação e a paz. Celebrar o Natal é escancarar as portas do nosso coração, com a humildade e o espírito de desprendimento do Deus feito Menino, à Boa Nova que Jesus nos veio trazer, para que com magnanimidade a partilhemos com gestos generosos de solidariedade. Deverão merecer-nos um carinho e uma atenção especiais todos os que sofrem, os pobres, os doentes, os que a sociedade marginaliza, os são vítimas de injustiça ou de mentira. Importa recuperar o genuíno sentido cristão do Natal.

Numa altura em que, em nome duma mal compreendida liberdade, querem silenciar os nossos símbolos religiosos, afirmemos com serenidade, mas determinação, por exemplo, com os nossos presépios e as velas que acenderemos na noite de Natal nas janelas das casas, a importância que tem para nós este acontecimento que centraliza a História.

Boas Festas! Santo Natal!

+ Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

D. Manuel Clemente vence o prémio Pessoa 2009


D. Manuel Clemente, Bispo do Porto desde 2007 e presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, é o vencedor do Prémio Pessoa 2009, uma iniciativa do Expresso patrocinada pela Caixa Geral de Depósitos e que visa distinguir a personalidade nacional que se tenha destacou durante o ano.

Em declarações aos jornalistas, D. Manuel Clemente diz ter recebido a notícia com "grande surpresa" e referiu que o prémio traz mais responsabilidade.

"Não estava à espera, nunca me passou pela cabeça", admitiu, referindo que ontem, ao receber o telefonema, julgava que estavam "simpaticamente a comunicar quem era o premiado deste ano, mas não pondo a minha pessoa no assunto".

"Agradeço, com certeza, reconhecendo que não sou merecedor de um galardão como este, que tomo como um encargo e uma responsabilização, também, porque sou um homem de Igreja e tento ser um homem da Cultura e da Sociedade, no sentido mais constitutivo do termo e isto agora também me responsabiliza para ainda o ser mais, porventura", acrescentou.

A notícia foi dada esta Sexta-feira na conferência de imprensa do júri do Prémio Pessoa, no Palácio de Seteais. O júri é presidido por Francisco Pinto Balsemão, tendo como vice-presidente Fernando Faria de Oliveira. António Barreto, Clara Ferreira Alves, João José Fraústo da Silva, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga, Rui Baião e Rui Vieira Nery compõem igualmente o corpo do júri, que distingue com 60 mil euros o vencedor deste galardão.

"D. Manuel Clemente é uma referência para a sociedade portuguesa", salientou Balsemão.

No decurso de uma visita pastoral à paróquia de Santa Marinha, Vila Nova de Gaia, o Bispo do Porto salientou, a este respeito, que “eu sou o que vou conseguindo ser".

“A referência ética é o quadro de valores e isso tem sido sempre a minha preocupação”, acrescentou, pedindo que “as decisões pontuais e as resoluções situadas se façam sempre em relação a valores”.

Nesse contexto, e a respeito da possível legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o Bispo do Porto considera que o debate em torno do casamento entre pessoas do mesmo sexo “é uma ocasião para a sociedade reflectir sobre o valor da família”.

“No que diz respeito à família, toda a tradição da humanidade sempre se configurou nesse nexo de família em volta de um casal de homem e mulher, aberto a geração de filhos e integrador de gerações. Este núcleo tem sido sempre permanente”, salientou.

Quanto às “outras realidades” que existem na sociedade, e que dependem da liberdade de escolha de cada um, o prelado espera que “não ponham em causa esta realidade que a humanidade já escolheu há muitos séculos”.

D. Manuel Clemente acredita que este é o momento para “conversar” com o Governo, apelando ao “diálogo e aprofundamento de valores”.

Este responsável disse que a sua missão passa por estar com as pessoas, “animá-las, dar-lhes esperança e garantir-lhes que, como representante da mais antiga instituição cultura do país estou ao dispor em tudo aquilo que possa contribuir”.

O prelado ainda não decidiu em que irá utilizar o montante do prémio (60 mil euros), não só por "ainda" estar "muito atordoado com tudo isto", mas também por ter "um fim-de-semana preenchidíssimo”. “Depois terei tempo para pensar nisso", afirmou.

Para 2010, o Bispo do Porto deixou votos de que “nos reencontremos como portugueses o melhor de nós próprios”, aludindo a “uma cultura magnífica”. Também voltou a referir a sua satisfação com a visita de Bento XVI à cidade, agendada para 14 de Maio do próximo ano.

O Prémio Pessoa é concedido anualmente à pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período - e na sequência de uma actividade anterior - tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país.

Além da vasta obra historiográfica, o júri destacou "a sua intervenção cívica tem-se destacado por uma postura humanística de defesa do diálogo e da tolerância, de combate à exclusão e da intervenção social da Igreja. Ao mesmo tempo que leva a cabo a sua missão pastoral, D. Manuel Clemente desenvolve uma intensa actividade cultural de estudo e debate público".

"Em tempos difíceis como os que vivemos actualmente D. Manuel Clemente é uma referência ética para a sociedade portuguesa no seu todo”, pode ler-se na acta da reunião do júri.

Entre os distinguidos encontram-se o historiador José Mattoso - vencedor da primeira edição (1987) -, a pianista Maria João Pires (1989), o escritor José Cardoso Pires (1997), o arquitecto Souto Moura (1998), o investigador Sobrinho Simões (2002)e o constitucionalista Gomes Canotilho (2003). No ano passado, o prémio foi entregue ao arquitecto Carrilho da Graça.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Visita Papal

Já foi divulgado o programa da vista do Santo Padre a Portugal. Foi sem surpresa que vi que Bento XVI irá aterrar em Lisboa, visitará Fátima e seguirá para o Porto. É lógico...
Contudo, não seria nada ousado da minha parte propôr o seguinte:


PORQUE NÃO UMA PASSAGEM PELA GRANDE PEQUENA CIDADE DE LAMEGO?!




Nem que seja para comprar umas bolitas na pastelaria da Sé... :-)

Será que ainda vai a tempo?! lol

sábado, 21 de novembro de 2009

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Bíblia e música aproximam povos e religiões

É interessante ver como as páginas da Bíblia são um património comum, um lugar de comunhão e unidade, onde as várias tradições cristãs se encontram”, afirmou o Pe. José Tolentino Mendonça na estreia do disco «Silêncio», que ocorreu em Lisboa.

Em entrevista ao programa ECCLESIA, o poeta e tradutor destacou o contributo que as aproximações ecuménicas à Sagrada Escritura podem oferecer à unidade dos cristãos: “Vale a pena tornar a Bíblia fecunda e presente na criação contemporânea, percebendo como a sua leitura feita pelos grandes compositores é um elemento de aproximação dentro das igrejas cristãs”.

“Penso que cada Igreja tem um contributo a dar, uma leitura e sensibilidade próprias, que são transportadas para a criação musical”, observou o director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Com o projecto «Silêncio», o Departamento do Património Histórico e Artístico da diocese de Beja procurou estabelecer diálogos e reduzir distâncias no domínio ecuménico e na relação entre a Igreja e a arte contemporânea, recorrendo à Bíblia e à música, referências intemporais no contexto da espiritualidade e da arte.

Para o director daquele Organismo, José António Falcão, “a Bíblia é um livro que temos que redescobrir cada vez mais” e “a música é uma linguagem universal que rompe barreiras, que consegue ultrapassar as limitações e que vence a geografia”.

“Durante muito tempo existiu um fosso entre a Igreja e os criadores. A nossa preocupação é que os artistas contemporâneos nos ajudem a dar nova vida ao Alentejo, a criar uma esperança para este património, muito do qual está numa situação difícil”, explicou o arquitecto.

“Isto implica reencontrar algumas lições do passado, como é o caso do ecumenismo.

Na nossa região, judeus, cristãos e muçulmanos conseguiram viver em paz durante vários séculos. Essa é uma tradição que nos orgulha e que tentamos recuperar nesta iniciativa”, disse José António Falcão.

O disco, interpretado pelo Sete Lágrimas, foi composto por autores ligados a três tradições cristãs: Ivan Moody (ortodoxo), Andrew Smith (protestante) e João Madureira (católico).

Preservar e transmitir

José António Falcão recordou o espírito que esteve presente no início do Departamento do Património Histórico e Artístico, há 25 anos: “A nossa luta começou por ser contra o preconceito, procurando mostrar um Alentejo que tem um profundo interesse do ponto de vista patrimonial e que é orgulhoso das suas raízes”.

Diante desta realidade, a Igreja manteve-se fiel ao seu legado, mas quis “inovar e encontrar soluções para os problemas concretos que iam surgindo”, referiu o responsável diocesano.

A preservação de um património que se afirma não apenas pela beleza, mas também pelo que é invisível aos olhos - a fé que esteve presente na sua génese - e a necessidade de transmitir o seu conteúdo religioso e artístico são duas prioridades do Departamento, que procura dar a conhecer a arte sacra no seu sentido mais profundo.

“Os problemas dos nossos dias, a nossa espiritualidade, os nossos valores devem ser reflectidos na arte e devem sobreviver no futuro. Somos herdeiros de um passado que nos enriquece e de que nos orgulhamos muito, mas temos também a obrigação de deixar o testemunho dos nossos dias”, indicou José António Falcão.

“Neste momento há um problema de fundo, que é o abandono resultante da desertificação”, afirmou. “Há que inverter esta situação. Isso passa por criar percursos e rotas de turismo cultural e religioso de qualidade, por estabelecer uma rede de museus – que já começa a estar implantada – pela realização de exposições no país e estrangeiro, bem como outras medidas de dinamização e valorização do património”, descreveu o historiador de arte.

O trabalho do Departamento é assegurado por uma equipa de voluntários, composta por 12 técnicos e mais de 200 pessoas distribuídas pelo território, que colaboram nas paróquias e monumentos relevantes da região. “Creio que o segredo do nosso trabalho – confidenciou José António Falcão – é essencialmente a paixão com que se tem vivido o Alentejo”.

Um «Silêncio» criador

O disco nasceu do desafio que o Departamento do Património Histórico e Artístico dirigiu à empresa Arte das Musas e ao «consort» Sete Lágrimas, que têm colaborado com a diocese de Beja no Festival Terras Sem Sombra.

No livrinho que acompanha o CD, José António Falcão fala em “depositar vinho velho em odres novos”. Cada autor criou três composições a partir de um livro bíblico: Ivan Moody escolheu o «Génesis», Andrew Smith optou pelas «Lamentações» e João Madureira recolheu o relato da Paixão de Cristo a partir do Evangelho segundo São Lucas.

Além das nove obras inspiradas na Sagrada Escritura, o disco apresenta uma reinterpretação de cânticos originários das tradições populares religiosas dos compositores: um hino russo, um cântico inglês de Santa Maria e uma canção, igualmente mariana, procedente de Odemira.

O projecto prevê a publicação das partituras, juntamente com ensaios sobre arte contemporânea e património, bem como a continuação do ciclo de concertos.

E porquê «Silêncio»? Os co-directores artísticos do Sete Lágrimas, Filipe Faria e Sérgio Peixoto, assinalam que o CD implica uma meditação pessoal. José António Falcão lembra que a palavra reflecte uma “vivência alentejana” de criar pausas, “de que tanto precisamos no nosso quotidiano”.

in Agência Ecclesia

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Alma de Bento XVI em CD inédito

As palavras recitadas e cantadas por Bento XVI estão na base do CD “Alma Mater”, apresentado na noite desta Terça-feira em Roma à imprensa internacional. Uma obra que, como a Agência ECCLESIA pôde testemunhar, mistura a tradição gregoriana com a música clássica contemporâneo, com apontamentos do mundo árabe e hindu.

Oito peças inéditas de três compositores (um católico, um ateu e um muçulmano) combinam-se com as orações e reflexões sobre a Virgem Maria que o Papa apresentou no Vaticano e nas suas peregrinações por todo o mundo, em particular pelos diversos santuários marianos. Não falta, por isso, a língua portuguesa, retomando uma reflexão apresentada em Aparecida, Brasil, no ano de 2007, lembrando o “clamor de Fátima pela conversão dos pecadores”.

Na conferência de imprensa de apresentação da obra, com lançamento mundial marcado para 30 de Novembro, foi sublinhado que se trata da primeira vez que se realizou uma produção deste tipo com a colaboração da Rádio e do Centro Televisivo do Vaticano (CTV).

O Pe. Federico Lombardi, director de ambos e porta-voz do Vaticano, destacou que não se trata de um “disco do Papa”, mas de um álbum que foi inspirado nele e que Bento XVI está “muito disponível para as propostas dos seus colaboradores” no que diz respeito a formas inovadoras de evangelização, com novas linguagens, utilizando as novas tecnologias e promovendo novas relações.

“O Papa está consciente da necessidade de busca positiva de novas linguagens” artísticas e musicais, assinalou.

A Rádio Vaticano (RV) e o CTV, dada a “experimentalidade deste produto”, usaram de “grande prudência” quanto ao uso da voz e da imagem do Papa, evitando fazer “business” (sic) com as mesmas. Receberam apenas 25 mil Euros, no caso da RV, e menos de 7 mil, quanto ao CTV.

“Desejamos grande sucesso a este disco”, disse o Pe. Lombardi, sublinhando que o serviço do Vaticano é “de carácter apostólico e não de carácter comercial”.

Sem revelar se Bento XVI já teria ouvido o álbum, este responsável limitou-se a assegurar que a sua secretaria pessoal já recebeu um dos primeiros discos.

50 palavras

Na génese da obra está o Regina Caeli, a oração mariana dominical do tempo de Páscoa, que Bento XVI cantou pela primeira vez, enquanto Papa, no dia 1 de Maio de 2005. O Pe. Giulio Neroni, Paulista, viu surgir, ao ouvi-lo, a ideia deste CD.

A Secretaria do Estado aprovou o projecto e endereçou-o para a RV, que tem o direito do uso comercial da voz do Papa. Foi concedida à San Paolo Multimédia, dos Paulistas, o uso da voz, mas a responsabilidade do CD é da sua produção, não do Vaticano.

Na obra encontramos 8 breves passagens com a voz do Papa,

com orações e reflexões, geralmente de carácter mariano. Sete são em tom recitativo, misturando-se com a música e uma passagem de canto, o referido Regina Caeli, num total de nove minutos e 47 segundos de intervenções papais.

As palavras cantadas por Bento XVI que podemos ouvir neste álbum são exactamente 50, misturadas com as vozes do coro da Academia Filarmónica de Roma, gravadas na Basílica de São Pedro, e a Royal Philarmonic Orchestra, de Londres, que gravou nos famosos estúdios de Abbey Road.

No livro que acompanha o disco há ainda reflexões marianas escritas pelo Cardeal Angelo Comastri, vigário geral do Papa para o Estado do Vaticano.

O CTV disponibilizou imagens para o documentário vídeo que se associa ao álbum e eventual uso em concertos, o primeiro dos quais está já previsto para o dia 2 de Dezembro, na Catedral de Westminster (Inglaterra).

Para o Pe. Lombardi, a intenção fundamental do envolvimento do Vaticano num projecto deste género é “procurar experimentar linguagens e modos novos para transmitir uma mensagem religiosa e espiritual”, para “aproximar a voz e a pessoa do Papa a um público mais vasto”.

A música, disse, é “uma linguagem eficaz” para comunicar a um grande público, juvenil, mas não só, reforçando que este “Alma Mater” é um “esforço digno de respeito e encorajamento”.

Lembrando que no próximo dia 21 de Novembro terá lugar o encontro do Papa com os artistas, o porta-voz do Vaticano afirmou que “a arte é uma aliada natural do espírito”, para lá das pertenças religiosas, procurando “relançar esta aliança entre a música e o espírito, para alimentar as dimensões religiosas da pessoa”.

Na conferência de imprensa foi confirmado que uma parte das receitas será destinada a instituições que oferecem ensino musical a crianças desfavorecidas.

Sonoridade cinematográfica

A inspiração das oito músicas que compõem este CD brota de passagens do Gregoriano e litanias dedicadas a Maria.

Os compositores chegam da Itália, da Inglaterra e de Marrocos, com experiências muito distantes do Canto Gregoriano e da música religiosa: Stefano Mainetti (católica), Simon Boswell (ateu) e Nour Eddine (muçulmano).

O resultado final é uma fusão surpreendente, em que até a voz do Papa surge com uma doçura a que mesmo os seus ouvintes mais fiéis não estão habituados. Somos quase sempre remetidos para um mundo cinematográfico, mais do que estritamente religioso, procurando provocar emoções e surpreender.

Neste sentido, destacam-se as notáveis combinações entre a tradição musical católica e a música tradicional árabe, feita por Nour Eddine, e a mistura entre antiquíssimos motivos gregorianos e outro hindu, feita por Stefano Mainetti.

O Pe. Vito Fracchiola, da San Paolo Multimédia, assegurou que quem escutar este CD notará que “o autor e actor principal deste álbum é o Papa”

Já Colin Barlow, presidente da Geffen/Reino Unido, falou numa “história extraordinária” e num álbum de “absoluta beleza”.

“Temos um álbum muito especial, no qual estamos todos orgulhosos por ter participado”, assegurou.

Sobre o número de álbuns que espera vender, Barlow admitiu que este deve ser um “álbum muito popular”. “Podemos vender muitas cópias”, disse, destacando que o “Alma Mater” chegará a todo o mundo e a todos os mercados.