segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Detida 37 vezes a guiar sem carta :-)

Já cumpriu pena de prisão por guiar automóvel sem estar habilitada para o fazer. Chegou ir a tribunal ao sábado e à segunda pela mesma infracção. Segunda-feira passada, foi detida pela 37.ª vez...

Cristina Araújo tem 48 anos e anda ao volante, há mais de 20, sem carta de condução. A antiga vendedora ambulante, residente no Bairro da Rosa, em Coimbra, bem tenta tirá-la, mas já reprovou nove vezes no exame de código e o dinheiro escasseia. Na última segunda-feira, foi detida, pela GNR de Cantanhede, por conduzir sem habilitação legal para o efeito... pela 37ª vez. "Sabia que estava errado, mas roubar eu não ia!", conta, ao JN, Cristina Araújo, que esteve presa, entre 2005 e 2008, pela insistência em fazer-se à estrada. Mesmo assim, não perde o sentido de humor: "Cheguei a ser julgada duas vezes por semana: ao sábado e à segunda-feira. Os juízes já estavam fartos de ver a minha cara! O advogado dizia que eu nem ao sábado o deixava dormir". Até 2005, Cristina, divorciada e mãe de três filhos, não desistiu de tirar a carta de condução e canalizou todas as economias para esse fim. Mas, um dia antes de ir novamente a exame - logo quando ela "tinha a certeza" de que ia passar -, voltou a ser detida e o juiz não perdoou. Ordenou pena de prisão.

As abordagens das autoridades deram-se, quase sempre, em trabalho. Inicialmente, Cristina vendia fruta de terra em terra. Depois, improvisou um café numa caravana, que estacionou em frente ao prédio onde mora, para evitar a estrada. Mas até quando ia abastecer-se era apanhada. Se pegava no carro "era pelos filhos". "Não tinha ninguém que me levasse", justifica.

Este ano, a Câmara Municipal pôs fim ao negócio. Segundo o vereador da Habitação, Gouveia Monteiro, a caravana estava estacionada num sítio onde tal não é permitido. "[Cristina Araújo] pode praticar a venda ambulante, mas tem de cumprir regras: não pode vender em qualquer sítio da cidade, nem conduzir sem ter carta", observa.

Cristina conduz desde os 25 anos. Aprendeu, sozinha, "no mato", e gaba-se de nunca ter tido um acidente de viação. "Conduzo melhor do que muita gente que anda para aí!", diz, sorridente. Não que esteja numa fase boa da vida. Sem sustento e a aguardar o desenrolar de mais dois processos por condução ilegal, lamenta que as aparições na comunicação social ainda não lhe tenham rendido ajudas concretas.

Ironicamente, nesta segunda-feira, quando foi apanhada outra vez ao volante, "ia para a escola de condução pedir novo exame de código".


in JN


domingo, 16 de agosto de 2009

Criatividade, sim! Imaginação é que não...

Apesar de a Igreja ser mãe e mestra em tudo, nós, por vezes, tentamos também ser "mestres" da Igreja. Sim... Tentamos ensinar à Igreja como se faz, como se celebra, como devemos pôr uma celebração litúrgica "mais bonita" para a fotografia. É certo que temos espaço para a criatividade de cada um. Atenção! CRIATIVIDADE e não imaginação! A criatividade é litúrgica; a imaginação não tem nada de litúrgico. Pelo menos foi isso que aprendi e que vem nos manuais que li...
Foi por isso que saí um bocado pensativo (e diga-se espantado com o que vi) de uma celebração litúrgica nestes dias.
Com certeza que aqueles dois noivos terão fotos bonitas no seu álbum. Com certeza que todas as pessoas ficaram a conhecer novos ritos e gestos litúrgicos. Com certeza que o povo simples que estava a acompanhar os noivos num dos momentos mais importantes das suas vidas saíram enganados pois viram que foi tudo "muito lindo". Tudo fruto da "imaginação litúrgica"...

Fazer o que faz e como faz a Igreja não seria mais "bonito"?!

domingo, 9 de agosto de 2009


FAZ O FAVOR DE SER FELIZ!
Raúl Solnado (1929-2009)

sábado, 8 de agosto de 2009

Benfica termina a "brincadeira"

Hoje acabou a pré-época para o Benfica. E, para variar, com uma vitória.
Hoje ganhou a Taça Eusébio ao AC Milan graças a um desempate com grandes penalidades. Foi assim; mas ganhou.
Nesta pré-época ganhou 4 troféus. Tudo bem que são jogos "a brincar" mas não deixam de ter a sua importância. Fez bons jogos, mostrou vontade de jogar futebol, nota-se que as coisas estão diferentes, apesar de haver ainda algumas lacunas no jogo do Benfica.
Agora acabou a "brincadeira"! Vamos ver é se realmente a equipa engrena como deve ser e joga verdadeiro futebol. Vamos ver se estas vitórias têm continuidade a partir do dia 16, dia do primeiro embate "a sério", frente ao Marítimo. Vamos ver... Vamos esperar... Mas com calma e sem euforia...
Usando uma expressão rival, vamos esperar com muita tranquilidade!

domingo, 2 de agosto de 2009

sábado, 1 de agosto de 2009

quarta-feira, 29 de julho de 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009

quarta-feira, 22 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Disse o Cardeal Patriarca, D. José Policarpo

Nos últimos dias fui surpreendido com a avalanche de notícias sobre as implicações dos cuidados de prevenção contra o vírus H1N1 (Gripe A), nas assembleias litúrgicas e nos actos de culto católico. Compreende-se que a Comissão Nacional da Pastoral da Saúde queira colaborar, dando conselhos e orientações úteis para a colaboração dos cristãos no esforço nacional de prevenção. Mas não lhe compete alterar ritos nem dar normas de alterações das regras da Liturgia.

Neste contexto, como Bispo Diocesano, dou as seguintes orientações pastorais:

1. Devemos colaborar, no âmbito da nossa missão, com o esforço nacional de prevenção, sobretudo ajudando a criar uma mentalidade de cuidados específicos e de respeito pelos outros.

2. As orientações da Comissão Nacional da Pastoral da Saúde que, como foi anunciado, vão ser enviadas às Paróquias, devem ser consideradas simples sugestões e não normas decididas pela autoridade eclesiástica.

3. No momento actual do processo, considero não haver ainda necessidade de alterar regras litúrgicas e modos de celebrar. A Liturgia se for celebrada com qualidade e rigor, garante, ela própria, os cuidados necessários. É o caso, por exemplo, da saudação da paz que se for feita com a qualidade litúrgica, não constitui, normalmente, um risco acrescido.

4. Na actual disciplina litúrgica, os fiéis podem optar por receber a sagrada comunhão na mão. Mas não podem ser forçados a fazê-lo. Se houver cuidado do ministro que distribui a comunhão e de quem a recebe, mais uma vez fazendo as coisas com dignidade, a comunhão pode ser distribuída na boca sem haver contacto físico.

5. Se as condições da "pandemia" se agravarem, poderemos estudar novas atitudes concretas, na instância canónica própria a quem compete decisões dessa natureza: o Bispo Diocesano, na sua Diocese, a Conferência Episcopal Portuguesa para todo o País, sempre em diálogo com o Santo Padre e os respectivos serviços da Santa Sé.

Lisboa, 17 de Julho de 2009
† JOSÉ, Cardeal-Patriarca