quarta-feira, 22 de abril de 2009

E esta?!

Vaticano considerou mudar-se para Portugal se Papa fosse preso pelos nazis



Planos da Santa Sé à data da 2ª Guerra Mundial, caso Hitler cumprisse a ameaça de raptar Pio XI.

A notícia foi avançada pelo jornal britânico Daily Telegraph, que cita documentos dos Arquivos Secretos do Vaticano. Com base num serviço do correspondente em Roma, refere que Pio XII disse à Cúria que a sua captura pelos nazis implicaria a sua resignação imediata, abrindo caminho à eleição de um sucessor.

Nessa eventualidade, os prelados teriam de se refugiar num país seguro e neutro, provavelmente Portugal, onde iriam restabelecer a liderança da Igreja Católica Romana e eleger um novo Papa, escreve o jornal.

Já estava documentado que Adolf Hitler admitia a hipótese de raptar o Papa, mas é a primeira vez que aparecem pormenores sobre a estratégia a seguir pelo Vaticano no caso dos nazis porem em prática esse plano.

"Pio disse que se o quisessem prender teriam de o arrastar do Vaticano" afirmou Peter Gumpel, o padre jesuíta alemão encarregado de investigar a possível santificação desse Papa, tendo por isso acesso aos arquivos secretos do Vaticano.

Pio, que foi Papa durante a guerra, disse aos seus conselheiros que "a pessoa que sair nessas condições não será Pio XII mas Eugénio Pacelli", o seu nome antes de ser eleito pontífice, dando assim luz verde para a eleição de um novo Papa, acrescentou.

"Teria sido desastroso se a Igreja tivesse ficado sem um chefe com autoridade", sublinhou o padre Gumpel.

Disse ainda que Pio XII, apesar de ter sido convidado reiteradamente para ir para Portugal, Espanha ou os Estados Unidos, não sairia do Vaticano de livre vontade mas sentia que não poderia deixar o Vaticano sob aquelas graves e trágicas circunstâncias.

Os documentos do Vaticano, que permanecerão secretos, parecem provar que Pio XII tinha conhecimento do plano formulado por Hitler em Julho de 1943 para ocupar o Vaticano e prender o Papa e os seus principais cardeais.

Em Setembro de 1943 - dias depois da Itália ter assinado a 03 de Setembro o armistício com os Aliados e das tropas alemãs terem ocupado Roma - Pio XII disse aos seus adjuntos que acreditava na sua captura iminente.

O general Karl Otto Wolff, das SS, recebeu ordem para "ocupar o mais rapidamente possível o Vaticano, garantir a segurança dos arquivos e dos tesouros artísticos, e transferir o Papa, juntamente com a Cúria, para que não caíssem nas mãos dos Aliados e exercessem influência política.

De acordo com historiadores, Hitler ordenou a operação por temer que Pio XII continuasse a criticar o tratamento dos judeus pelos nazis e que a sua oposição inspirasse resistência aos alemães em Itália e noutros países católicos.

Estas revelações, segundo o Daily Telegraph, são interpretadas por alguns analistas como uma tentativa do Vaticano para fazer avançar o processo de santificação de Pio XII.

Pio XII foi acusado de anti-semitismo e de alguma simpatia pelo regime nazi, nomeadamente por John Cornwell no seu livro de 1999 "Hitler's Pope", mas outros historiadores católicos e judeus contrapõem que o Papa enfureceu os nazis por ter condenado o Holocausto e por ter desenvolvido diligências para salvar judeus italianos que de outro modo teriam sido enviados para os campos de extermínio.


in Jornal de Notícias

terça-feira, 21 de abril de 2009

Para ti

Anita:

Chegaste ao fim de uma etapa...
Já estás a começar outra...

Encara este início com coragem,
Com muita força e vontade,
Com temperança e perseverança,
Com muita confiança,
Para ultrapassares as derrotas e saboreares as vitórias
Tendo a certeza que Ele sempre te acompanha!

...

E nós também!

Os teu manos

domingo, 19 de abril de 2009

De regresso

E já passaram aquilo a que chamamos "férias da Páscoa"!
A partir de agora contam-se os dias; contam-se as semanas; contam-se os meses!
O fim aproxima-se... O início está a começar!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O que é isto?!



Num primeiro momento todos riem. Num segundo momento todos choram.
Uma palavra: fantástico!

sábado, 11 de abril de 2009

TRIUDO PASCAL

Para a sociedade em geral, a Semana Santa converte-se, às vezes, apenas em dias de festa, em formas de férias ou pelo menos uma ponte maior. O seu pleno sentido devemos procurar entende-lo nós, comunidade dos cristãos, para quem esta semana é principalmente um momento intenso de fé: acompanhamos Cristo no seu caminho de Páscoa, e fazemo-lo não apenas recordando um aniversário – “numa Primavera como esta Cristo morreu e ressuscitou” – pois nas celebrações litúrgicas entramos em sintonia com a Páscoa do Senhor e participamos nessa “passagem”: através da morte a vida nova de Cristo Jesus.

Quinta-feira Santa

A Quinta-feira Santa é o último dia da Quaresma. Nesse dia também recebemos um triplo testamento de Jesus.
1. A Eucaristia, o sacramento central dos cristãos. No dia da sua instituição participamos nela e, aproveitando para guardar o Pão Eucarístico para a celebração de Sexta-feira Santa, prolongamos a sua adoração diante do Sacrário.
2. A caridade fraterna, porque a Eucaristia é o melhor sinal de entrega de Cristo por todos e deve sê-lo também da nossa fraternidade. Por isso, Jesus fez na Ceia o gesto simbólico do “lava-pés”, como lição de serviço por parte dos que têm autoridade: “Fazei vós do mesmo modo: lavai os pés uns aos outros”.
3. O ministério ordenado: na comunidade, os bispos, os presbíteros e os diáconos, representam a Cristo, Bom Pastor, e devem ir também à frente na atitude de serviço e entrega.
Na Quinta-feira Santa somos convidados a acolher esta herança da Eucaristia e da fraternidade, imitando desse modo o proceder de Cristo.

Sexta-feira Santa

Neste dia fazemos uma intensa Memória da morte de Cristo na Cruz. A Cruz é o centro das atenções neste dia.
Há dois momentos importantes na celebração litúrgica deste dia: o primeiro é a leitura da Paixão de Cristo segundo São João, a história marcante do seu caminho seu caminho para a morte; e o segundo é como que a resposta a essa leitura: todos os presentes adoram a Cruz. A seguir participamos na comunhão desse Corpo entregue por Cristo.

Sábado Santo

O ponto mais alto deste dia é a celebração da Vigília Pascal, grande noite dos cristãos, a sua festa principal.
A celebração faz-se de noite símbolo da noite em que ressuscitou Cristo e a Sua vitória sob todas as trevas.
Outro símbolo cósmico é a água. Esta é a noite baptismal por excelência. Submergir-se com a água expressa que por meio do Baptismo cada um é submergido na experiência pascal de Cristo morto e ressuscitado. A água é símbolo de purificação e nascimento para uma vida nova.
E finalmente, o simbolismo do pão e do vinho. O Senhor Ressuscitado, que agora está numa existência gloriosa, assume esse pão e vinho e converte-se na sua própria Pessoa e no seu Corpo. força e a sua graça. Nesta noite a Eucaristia é mais importante de todo o ano para os cristãos.

domingo, 5 de abril de 2009

Acontece...

Pois! Quando menos se espera as coisas acontecem...
Eram por volta das oito da noite de terça-feira. Tudo estava a andar bem... Mesmo esta pequena máquina... Estava... Queria começar a trabalhar nuns assuntos inadiáveis mas, para meu espanto, a máquina não liga. Sim... O computador não entra no sistema, ficando a remoer, remoer e nunca mais saía do sítio. Isto não uma nem duas, mas uma tantas vezes...
Tinha acabado de avariar...
O que será? Disco? Sistema? RAM? Sei lá... O que mais me admirou é que à uma hora e pouco ele estava a funcionar perfeitamente...

Solução: levar a máquina ao técnico.

Na quarta-feira lá vou. Na loja recebo uma "boa" notícia. O disco tinha pifado!
Começo a pensar no que perdi... Música; imagens; alguns textos de menor importância; relatórios da AET; o Estrela Polar... Coisas que não me preocupam... Alguma coisa para um portefólio (nem sei escrever isso...) mal entendido...
E a tese?! Pois... Afinal isso também tinha ido ao ar (umas singelas 12 páginas). Mas, há quem as tenha... Graças a Deus... E a mim... :-)

Agora já o tenho de volta, totalmente novo e renovado, com um "time machine" actualizado e pronto para outra... lol

segunda-feira, 30 de março de 2009

Chocolate Quente

Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.

Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho.

O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente.

Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes - de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas..

Apenas disse aos jovens para se servirem à vontade.

Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:

- Reparem como todos procuraram escolher as chávenas mais bonitas e dispendiosas, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stress.

A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente.

Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber.

O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...

Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:

- Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas.

Estas são apenas meios de conter e servir a vida. A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida.
Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu.
As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitar ao máximo tudo o que têm.

Vivei com simplicidade. Amai generosamente. Ajudai-vos uns aos outros com empenho. Falai com gentileza...... e apreciai o vosso chocolate quente.

Autor desconhecido

sábado, 28 de março de 2009

POR FAVOR! FAÇAM O QUE DIGO!!!


"Se todos fizessem o que já fiz, se calhar Portugal já era campeão do mundo".

Sim! O nosso Cristiano Ronaldo, melhor jogador de futebol do Mundo em 2008, (e, quem sabe, dos arredores), teve esta declaração na conferência de imprensa de ontem.
É claro que se todos fizessem o que ele fez Portugal seria campeão. Resta saber em quê...

Olhando para a figura deste jogador e para o que ele fez, Portugal seria um país extremamente irritante e vaidoso! Seria um país de muitas "namoradas" de dia sim e dia não! Não seria pobre nenhum (salve-se isto)! Tiria uma garagem bastante apetrechada e uma casa para os pais, irmãos, cunhados, amigos, amigos dos cunhados e dos irmãos, etc...
Ao nível desportivo ganharíamos alguns prémios individuais e outros tantos colectivos, mas campeões do mundo ao nível da Selecçãos?! Vai lá vai...

O sr. Cristiano está a esquecer-se de uma coisa: é que se todos jogassem na Selecção como ele joga, o mais provável era nem irmos à fase final de qualquer competição internacional, muito menos ganhar coisa alguma. Mais, ele está a esquecer-se que as competições só se ganham quando há um colectivo forte e unido. Declarações de um "míudo" referindo que os "trintões" não jogam como ele logo não ganham unem cada vez mais o balneário?! (refira-se que cada vez mais temos uma Selecção mais unida ... em torno de alguns empresários) Errado!!!

Ande lá sr. Cristiano! Preocupe-se em jogar "à bola" e não ao "eu sou bom e vocês não valem nada"! Assim é que se ganham jogos...
Outra coisa, o "se calhar" fica tão bem na frase... :-)

quarta-feira, 25 de março de 2009

A brincar, a brincar...

A polémica em torno da arbitragem da final da Taça da Liga entre Sporting e Benfica chegou à Igreja quando um pároco em Lisboa, fervoroso sportinguista, anunciou que não irá baptizar meninos com nome Lucílio.

"Aproveito para vos anunciar que, enquanto for responsável por esta paróquia, não faço intenções de baptizar nenhum menino chamado Lucílio. Queiram dispor para tais propósitos dos serviços de uma paróquia vizinha", anunciou domingo o padre João José Marques Eleutério antes do tradicional "Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe".

Na missa dominical, celebrada todos os domingos às 12h30 na igreja do Rato, o pároco manifestou-se assim "incomodado" com a arbitragem de Lucílio Baptista no jogo da Final da Taça da Liga.

O árbitro tem sido criticado pelo Sporting por ter assinalado uma grande penalidade inexistente que aos 72 minutos deu o empate 1-1 ao Benfica, que acabou por conquistar o troféu no desempate por penalties.

"É verdade que sou sportinguista desde sempre e que falei, durante a missa, do resultado vergonhoso entre o Benfica e o Sporting", disse à Lusa o padre João Eleutério.

"Foi uma brincadeira e os paroquianos já sabem que eu gosto do Sporting e gosto de fazer piadas", disse o sacerdote, garantindo no entanto que nenhuma criança ficará por baptizar: "se não for eu, será outro sacerdote".

Sócio do Sporting Clube de Portugal e atleta durante vários anos, João Eleutério não consegue "ficar indiferente" ao clube.

"Custa muito perder da maneira que perdemos no sábado, frente ao Benfica. Vai ficar sempre a suspeita de que o árbitro não foi correcto", frisou o sacerdote.

João Eleutério não imaginou que o 'aviso' que fez no final da missa dominical seria objecto de crónicas em blogues e motivo de comentários por parte de alguns paroquianos.

"Foi mesmo uma brincadeira, mas a verdade é que o Sporting está constantemente a ser prejudicado pela arbitragem", disse à Lusa.

Na memória do sacerdote, tal como o último Benfica/Sporting, está ainda um jogo realizado há dois anos com o Paços de Ferreira.

"O Sporting perdeu o campeonato por ter perdido o jogo com o Paços de Ferreira, onde foi marcado um golo com a mão", finalizou o padre João Eleutério.

in Público

segunda-feira, 23 de março de 2009

Papa homenageou vítimas que Angola tardou a admitir

De tanto lidar com a morte e tão pouco com os jornalistas, a funcionária de bata branca do Hospital Josina Machel parou de empurrar a maca onde jazia uma das vítimas do encontro de anteontem com o Papa no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, e sorriu ao ver os repórteres à entrada do elevador metalizado.

Recuperou a compostura num ápice e continuou a deslizar a maca coberta com um lençol banco onde sobressaía uma coroa de flores vermelhas e brancas. Atrás, um homem vestido de verde-água, máscara da mesma cor e luvas cirúrgicas, empurrava o cadáver da outra vítima dos violentos atropelos à entrada do recinto onde Bento XVI se reuniu com a juventude angolana. Também coberta de branco, com flores azuis e brancas. Não se pense que as flores são uma boa prática do principal hospital da capital de Angola.

As coroas foram compradas depois de o Papa ter referido a morte das jovens, no encontro de ontem à tarde, na esplanada da Cimangola (ver caixa). Pouco depois, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone (a segunda figura da Igreja) e o ministro angolano das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, passavam pelo "Josina Machel" para reconfortar a família de uma das vítimas e visitar os dois feridos dos mesmos incidentes ainda internados.

Até ontem, a existência das vítimas tinha sido prudentemente ocultada nos discursos oficiais e, consequentemente, omitidas dos intermináveis blocos noticiosos que a governamentalizada TPA - Televisão Pública de Angola - dedica à visita do Sumo Pontífice ao país. Mas o caso saltou para a imprensa internacional e nem o poder em Luanda nem sequer o Vaticano puderam mais ignorá-lo.

Um dia depois da tragédia, vieram as "homenagens", como lhe chamou Assunção dos Anjos, às vítimas. Uma das quais, referiu o cardeal Bertone, até "era catequista na igreja de São Pedro", facto que o JN não conseguiu confirmar naquela paróquia do bairro do Prenda.

As duas raparigas perderam a vida em conjunto, mas tiveram sortes diferentes depois da morte. Celina Kiala, 22 anos, trazia consigo documentos pessoais e um telemóvel, quando chegou à morgue do hospital.

Da outra vítima nada se sabe. "Ninguém reclamou o cadáver, nem sequer sabemos se tem família", disse, ao JN, o coordenador do projecto Luacute - Atendimento Humanizado, Jorge Manuel, em curso naquela unidade de saúde. E porque, sobretudo em Luanda, é preciso ter sorte até na morte, os dois corpos foram retirados dos decrépitos frigoríficos da morgue hospitalar e transferidos para a "sala de trânsito" onde, segundo Manuel, "os frigoríficos são de melhor qualidade", o que significa que o cadáver anónimo ainda terá 30 dias para ser reclamado.

Depois desse período, será enterrado numa vala comum.


in Jornal de Notícias