segunda-feira, 23 de março de 2009

Papa homenageou vítimas que Angola tardou a admitir

De tanto lidar com a morte e tão pouco com os jornalistas, a funcionária de bata branca do Hospital Josina Machel parou de empurrar a maca onde jazia uma das vítimas do encontro de anteontem com o Papa no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, e sorriu ao ver os repórteres à entrada do elevador metalizado.

Recuperou a compostura num ápice e continuou a deslizar a maca coberta com um lençol banco onde sobressaía uma coroa de flores vermelhas e brancas. Atrás, um homem vestido de verde-água, máscara da mesma cor e luvas cirúrgicas, empurrava o cadáver da outra vítima dos violentos atropelos à entrada do recinto onde Bento XVI se reuniu com a juventude angolana. Também coberta de branco, com flores azuis e brancas. Não se pense que as flores são uma boa prática do principal hospital da capital de Angola.

As coroas foram compradas depois de o Papa ter referido a morte das jovens, no encontro de ontem à tarde, na esplanada da Cimangola (ver caixa). Pouco depois, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone (a segunda figura da Igreja) e o ministro angolano das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, passavam pelo "Josina Machel" para reconfortar a família de uma das vítimas e visitar os dois feridos dos mesmos incidentes ainda internados.

Até ontem, a existência das vítimas tinha sido prudentemente ocultada nos discursos oficiais e, consequentemente, omitidas dos intermináveis blocos noticiosos que a governamentalizada TPA - Televisão Pública de Angola - dedica à visita do Sumo Pontífice ao país. Mas o caso saltou para a imprensa internacional e nem o poder em Luanda nem sequer o Vaticano puderam mais ignorá-lo.

Um dia depois da tragédia, vieram as "homenagens", como lhe chamou Assunção dos Anjos, às vítimas. Uma das quais, referiu o cardeal Bertone, até "era catequista na igreja de São Pedro", facto que o JN não conseguiu confirmar naquela paróquia do bairro do Prenda.

As duas raparigas perderam a vida em conjunto, mas tiveram sortes diferentes depois da morte. Celina Kiala, 22 anos, trazia consigo documentos pessoais e um telemóvel, quando chegou à morgue do hospital.

Da outra vítima nada se sabe. "Ninguém reclamou o cadáver, nem sequer sabemos se tem família", disse, ao JN, o coordenador do projecto Luacute - Atendimento Humanizado, Jorge Manuel, em curso naquela unidade de saúde. E porque, sobretudo em Luanda, é preciso ter sorte até na morte, os dois corpos foram retirados dos decrépitos frigoríficos da morgue hospitalar e transferidos para a "sala de trânsito" onde, segundo Manuel, "os frigoríficos são de melhor qualidade", o que significa que o cadáver anónimo ainda terá 30 dias para ser reclamado.

Depois desse período, será enterrado numa vala comum.


in Jornal de Notícias


Papa despediu-se de Angola

Bento XVI despediu-se esta manhã de Angola, onde tinha chegado na passada Sexta-feira, colocando assim um ponto final na sua primeira viagem ao continente africano.

O Papa começara a visita pelos Camarões, no passado dia 17 de Março, tornando-se assim o terceiro chefe da Igreja Católica a visitar África nos tempos modernos.

A 11ª viagem apostólica de Bento XVI, desde cedo marcada pela polémica gerada em volta das suas declarações sobre o uso do preservativo no combate à SIDA, apresentou uma visão realistas dos problemas de África – guerras civis, pobreza, tribalismo e rivalidades étnicas, má governação, corrupção e violação de direitos humanos, desigualdade entre sexos e marginalização das mulheres, práticas desumanas e exploração dos recursos naturais por uma globalização injusta -, mas procurou acima de tudo deixar uma mensagem de esperança.

Para o Papa, África deve reencontrar o seu lugar mundo e ser, no século XXI, um farol para a Igreja e para toda a humanidade. "Reconciliação, justiça e paz" são as palavras que serviram de fio condutor da viagem e servem como uma espécie de "até já" para o II Sínodo dos Bispos africanos, que decorrerá em Outubro, no Vaticano, precisamente sobre esses temas.

No seu último discurso, em Angola, Bento XVI disse que, apesar das resistências e os obstáculos, o povo angolano está construir o seu futuro na senda do perdão, justiça e solidariedade.

O Papa manifestou-se feliz por "ter conhecido de perto um povo corajoso e decidido em renascer". Neste contexto, pediu que a justa realização das aspirações fundamentais das populações mais necessitadas constitua a preocupação principal de quantos ocupam cargos públicos.

"Se me permitissem um apelo final seria para pedir que a justa realização das aspirações fundamentais das populações mais necessitadas constitua a preocupação principal de quantos ocupam cargos políticos públicos visto que a sua intenção, estou certo, é desempenhar a missão recebida não para si mesmo mas em vista do bem comum", apontou.

"O nosso coração não pode estar em paz, enquanto virmos irmãos sofrerem por falta de alimento, de trabalho, de um tecto ou de outros bens fundamentais", referiu ainda, apelando à "solidariedade entre as gerações, países e continentes, que dê origem a uma partilha cada vez mais equitativa das riquezas da terra entre todos os homens".

Aos africanos, Bento XVI pediu coragem na construção da paz, cumprindo gestos de perdão e a trabalhar pela reconciliação nacional, "para que jamais prevaleça a violência sobre o diálogo, o medo e o desânimo sobre a confiança, o rancor sobre o amor fraterno".

Por outro lado, disse estar "grato a Deus por ter encontrado uma Igreja viva e, apesar das dificuldades, cheia de entusiasmo, que soube carregar a sua cruz e a dos outros, testemunhar perante todos a força salvífica da mensagem evangélica".

"Deus abençoe Angola! Abençoe cada um dos seus filhos e filhas! Abençoe o presente e o futuro desta querida Nação. Ficai com Deus", concluiu.

Já o Presidente da República de Aangola, José Eduardo dos Santos, declarou que a visita do Papa ultrapassou de longe as expectativas, sublinhando que as suas palavras constituem um sindal de esperança e encorajamento para que toda a nação angolana prossiga na senda da consolidação da paz e reconciliação nacional.

À imagem do que o Papa fizer este Domingo, José Eduardo dos Santos lamentou a morte de duas jovens à entrada do Estádio do Coqueiros, no passado dia 21.

terça-feira, 17 de março de 2009

Bento XVI em Africa

Bento XVI partiu esta Terça-feira de Roma para a sua primeira visita ao continente africano enquanto Papa, que o leva primeiro aos Camarões e, de seguida, a Angola. Apesar de limitada às capitais destes dois países, a viagem apostólica quer levar uma mensagem de paz a todo o continente.

O Papa partiu com um ligeiro atraso, cerca das 10h20 locais (menos uma hora em Lisboa). No tradicional telegrama que o Papa envia ao Presidente da Itália, ao partir em viagem, Bento XVI fala do "vivo desejo de encontrar os irmãos na fé e os habitantes" de Angola e Camarões.

Quarta-feira, Bento XVI celebrará uma missa privada na Capela da Nunciatura Apostólica de Yaoundé. Em seguida encontrar-se-á com o Presidente da República dos Camarões, Paul Biya, no Palácio da Unidade, e terá ainda um encontro com os Bispos do país. Mais tarde, presidirá na Basílica Maria Rainha dos Apóstolos à oração das I Vésperas da solenidade de São José, com a participação de bispos, sacerdotes, religiosos, seminaristas, diáconos, movimentos eclesiais e de representantes de outras confissões cristãs.

O primeiro Papa dos tempos modernos a viajar até África foi Paulo VI, que visitou o Uganda de 31 de Julho a 2 de Agosto de 1969. Após esta histórica visita, coube a João Paulo II percorrer praticamente todo o território africano, em 16 viagens apostólicas entre 1980 e 2000.

O falecido Papa polaco passou por 42 países e pelo departamento francês da Reunião, tendo mesmo repetido a visita no caso de 7 países. Começou pelo Zaire, Congo-Brazzaville, Quénia, Gana, Alto Volta (actual Burkina Fasso) e a Costa do Marfim, ao longo de dez dias, em 1980.

A última passagem de um Papa por território africano aconteceu no ano 2000, aquando da peregrinação jubilar de João Paulo II ao Monte Sinai, no Egipto.

Nove anos depois, acontece a terceira visita papal, para o território camaronês (1985 e 1995, João Paulo II), e a segunda para o país lusófono.

Esta viagem culmina, de forma mais visível, a constante preocupação de Bento XVI com a Igreja e a sociedade africanas.

No Domingo, o Papa lançou a sua viagem a Angola e Camarões, que irá decorrer até 23 de Março, afirmando que com esta visita tenciona “abraçar todo o continente africano”.

Em particular, disse, “penso nas vítimas da fome, das doenças, das injustiças, dos conflitos fratricidas e de qualquer forma de violência que infelizmente continua a atingir adultos e crianças, sem poupar missionários, sacerdotes, religiosos, religiosas e voluntários”.

Atenção constante

Na intenção de oração missionária para o mês de Fevereiro, o Papa rezava para que a Igreja na África encontrasse caminhos e meios adequados para promover – de modo eficaz – a reconciliação, a justiça e a paz, segundo as indicações da II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos.

Este evento, que decorrerá de 4 a 25 de Outubro próximo, terá como tema “A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz”, justifica a ida de Bento XVI aos Camarões, onde irá publicar o instrumento de trabalho deste Sínodo.

São várias as ocasiões em que, desde o início do pontificado, o Papa deixou apelos e dedicou reflexões ao continente africano. Num encontro com o clero de Roma, no dia 13 de Maio de 2005 - menos de um mês depois da sua eleição – Bento XVI falou sobre a extraordinária riqueza humana e espiritual da África, sem deixar de ressaltar as responsabilidades da Europa.

“A África é um continente de grandes possibilidades, de grande generosidade por parte do povo, com uma fé viva impressionante. Mas devemos confessar que a Europa exportou não somente a fé em Cristo, mas também todos os vícios do Velho Continente. Exportou o sentido da corrupção, exportou a violência que agora está devastando a África. E devemos reconhecer a nossa responsabilidade em fazer de modo que a exportação da fé, que responde à íntima expectativa de todo homem, seja mais forte do que a exportação dos vícios da Europa”, disse então.

Ainda nos primeiros meses de pontificado, no Angelus de 3 de Julho de 2005, Bento XVI aproveitou a ocasião do então iminente G-8 da Escócia para exortar a comunidade internacional a não esquecer as populações africanas, atingidas pela pobreza e por conflitos: “De coração, desejo sucesso a essa importante reunião, fazendo votos de que ela leve a partilhar solidariamente os custos da redução da dívida externa, a adoptar medidas concretas para a erradicação da pobreza, e a promover um autêntico desenvolvimento da África.”

No seu livro “Jesus de Nazaré”, Joseph Ratzinger fala das parábolas do Evangelho, em especial a do Bom Samaritano, que é apresentado como um “ícone da compaixão”, através do qual Cristo ensina que “não se trata já de estabelecer quem, entre os outros, é o meu próximo, mas trata-se de mim: eu devo tornar-me o próximo”.

A actualidade da parábola é, segundo o Papa, “óbvia”: os povos da África, caídos por terra, “olham-nos de perto”. “Nós levamos-lhes o cinismo de um mundo sem Deus, onde apenas contam o poder e o lucro”, lamenta.

Estes foram apelos e observações renovados em várias outras ocasiões, em particular, nos discursos ao Corpo diplomático, nas audiências aos prelados africanos em visita “ad Limina”, e nas mensagens para o Dia Mundial da Paz.

No encontro de 2009 com os diplomatas credenciados junto da Santa Sé, Bento XVI falava já na “alegria de me encontrar com muitos irmãos e irmãs de fé e humanidade que vivem na África”.

“Na expectativa desta visita, que tanto desejei, peço ao Senhor que seus corações se abram para acolher o Evangelho e vivê-lo com coerência, construindo a paz e lutando contra a pobreza moral e material”, indicou.

Segundo Bento XVI, em África é importante “reservar uma atenção especial à infância: vinte anos depois da adopção da Convenção sobre os direitos das crianças, elas ainda são vulneráveis”. O Papa pediu aos responsáveis políticos que “tomem todas as medidas necessárias para resolver os conflitos actuais e colocar fim às injustiças que os provocaram”.

Entre as várias conferências episcopais que visitaram o Vaticano desde Abril de 2005 conta-se a dos Camarões, recebida em Março de 2006. Na ocasião, Bento XVI lembrou o aniversário da Exortação apostólica pós-sinodal “Ecclesia in África”, assinada em Yaoundé em Setembro de 1995, pelo Papa João Paulo II. “Este momento de graça, vivido na fé e na esperança, revelou uma real solidariedade pastoral orgânica em todo o continente africano, manifestada sobretudo pelos trabalhos fecundos e estimulantes da Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos”, disse.

O Papa falou na necessidade de “fazer penetrar o Evangelho em profundidade nas culturas e nas tradições do vosso povo, caracterizadas pela riqueza dos seus valores humanos, espirituais e morais, sem deixar de purificar essas culturas, através de uma necessária conversão de tudo o que, nelas, se opõe à plenitude da verdade e da vida que se manifesta em Jesus Cristo”.

“Isto exige também que seja anunciada e vivida a Boa Nova iniciando sem receio um diálogo crítico com as culturas novas relacionadas com o emergir da globali-zação, para que a Igreja lhes transmita uma mensagem cada vez mais adequada e credível, permanecendo fiel ao mandamento que recebeu do seu Senhor”, acrescentou.

Sínodo

D. Damião Franklin será um dos secretários especiais do II Sínodo dos Bispos da África, a realizar em Outubro próximo. Para o Arcebispo de Luanda, esta reunião magna será um momento fundamental para uma “caminhada em conjunto” de todas as forças vivas da Igreja, a nível local e a nível universal.

“Há necessidade de se reflectir, de orar, de sugerir estratégias concretas”, refere à ECCLESIA.

O prelado admite que “África é o continente mais vulnerável” do ponto de vista institucional, com muitos conflitos militares, pelo que a Igreja “quer capacitar os próprios africanos” para resolver estes conflitos e os “problemas de desenvolvimento”, com destaque para o avanço das pandemias.

Quanto à Igreja, o Arcebispo admite que o crescimento de vocações religiosas e sacerdotais não deve fazer esquecer a vocação dos leigos. “Nós, como responsáveis, estamos atentos, porque esta é uma fase e temos de estar preparados para uma fase mais crítica”, admite.

Sobre a questão litúrgica, D. Damião Franklin indica que o “génio africano” deve ter o seu lugar, ainda que com “ordem e disciplina”.

Estatísticas

Em África, os católicos cresceram mais de 3% nos últimos anos, o que ultrapassa o crescimento da população total (2,5%). Estima-se que em 2050, três países africanos estejam entre as dez maiores nações católicas de todo o mundo: a República Democrática do Congo (97 milhões de católicos), o Uganda (56 milhões) e a Nigéria (47 milhões).

A “explosão” do catolicismo na África subsaariana, ao longo do século XX, pode ser considerada como um dos maiores sucessos missionários na história da Igreja - embora deva ser sempre lida com atenção, como se lê neste dossier -, já que de uma população de 1,9 milhões de católicos, em 1900, se passou para 139 milhões.

África é mesmo um dos continentes em que se regista maior crescimento no número de padres, com um aumento na ordem dos 25% no período de 2000 a 2007.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Definir Ecumenismo

O que é Ecumenismo?

Para definir Ecumenismo podemos usar as palavras de Juan Bosh Navarro. Segundo ele, Ecumenismo é um “movimento cristão nascido no início do século XX, em ambientes missionários protestantes e anglicanos, com o desejo de se poder dar um testemunho conjunto do evangelho de Jesus Cristo entre os povos pagãos; para isso, era preciso que todos os cristãos chegassem a ser membros da única Igreja de Cristo.” .

Entenderam?!

Em tese............

Diálogo Ecuménico - Estado da questão
Tema para uma tese de Licenciatura?! Tema para uma tese de Mestrado?! Tema para uma tese de Doutoramento?!
Pois bem, amigos (as). No que me toca directamente, é definitivamente um tema para uma tese de Mestrado. Por outras palavras, é o tema da minha dissertação de mestrado.

Falar de Ecumenismo e do estado da questão no nosso século é realmente um desafio enorme. E vai ser esse grande desafio que eu vou enfrentar neste tempo de resta até Setembro (ou mais...).
E começar a escrever? Já está... Tenho as 10 primeiras páginas escritas (definições principalmente)! Já só faltam 40... uff
Centralizar mais o tema? Claro... Tem que ser feito!
Neste momento ainda estou a começar a fazer caminho... No futuro percorrerei Caminho... em tese!

São as exigências...

Ao contrário do que se pensava até ao ano passado, este ano todos os finalistas do IST-BD (não é banda desenhada...) encontram-se "em tese", em vez de "em síntese"! São as exigências de uma senhora Bolonha, que está representada pela prima Universidade Católica Portuguesa, cuja a sua filha é Faculdade de Teologia de Braga.

Ao contrário do que era até ao ano passado, a dissertação de licenciatura passa a ser a única opção obrigatória, deixando de ser "de licenciatura" passando a ser "de mestrado"! São as exigências de uma senhora Bolonha, que está representada pela prima Universidade Católica Portuguesa, cuja a sua filha é Faculdade de Teologia de Braga.

Ao contrário do que seria até ao ano passado, este ano temos mais uma cadeira de teor filosófico: Estética e Teorias da Arte, em Braga! São as exigências de uma senhora Bolonha, que está representada pela prima Universidade Católica Portuguesa, cuja a sua filha é Faculdade de Teologia de Braga.

Para o próximo ano tudo isto se repetirá! São as exigências de uma senhora Bolonha, que está representada pela prima Universidade Católica Portuguesa, cuja a sua filha é Faculdade de Teologia de Braga.

domingo, 15 de março de 2009

Para "morto" ler




in Blasfémias (visitem)

domingo, 8 de março de 2009

Há mimos e mimos!

!Neste dia especialmente dedicado à Mulher, resolveu-se fazer um pequeno convívio na paróquia onde estou a realizar trabalho pastoral (Ferreirim-Lamego), uma coisa deveras interessante.
Este lugar, conhecido de modo especial pelos convívio que lá se realizam, onde as mulheres da terra têm um papel preponderante (afinal sem elas não havia "tacho"...), os homens da terra (ideias do sr. padre Tó Zé...) quiseram dar-lhes um pequeno grande mimo neste dia.
Decidiu-se fazer-lhes uma festa onde o papel delas era simplesmente comer e divertirem-se. Os homens fariam o resto...

E foi feito!

Arranjos; canja; grelhada mista; sobremesas (o pudim de bolacha teve um especial relevo); e bailarico...
Tudo feito por nós, homens, que antes éramos servidos e que hoje experimentamos servir... :-)

E tudo para lhes dar um mimo porque, na verdade, lá no fundo no fundo, até merecem... :-)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Somos Campeões!

Já estivemos em primeiro lugar na Liga Sagres. Estamos em segundo a 2 pontos do FCP e com o Sporting a 2.
Mas temos razões para festejar um título (negativo)!
Ganhamos o Campeonato dos mais gastadores quando não o têm! O SLB está em primeiro lugar, seguido do Sporting. Em terceiro lugar temos o FCP...
Concluindo, vamos disputar a Liga dos Campeões e o FCP disputa a Taça UEFA! Quanto ao Sporting ainda estamos à espera da pré-eliminatória. Depois talvez teremos a presença do Estrela da Amadora na UEFA porque ganhou a Taça de Portugal (LOL)...
Sr Rui Costa! Parabéns! Conquistamos um título. O seu objectivo foi alcançado (nas finanças...)!

(isto de falências técnicas tem muito que se lhe diga...)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnaval, Cinzas e Quaresma

Olhando para o calendário, rapidamente se percebe que é a Páscoa quem rege o Carnaval: a Páscoa é celebrada no primeiro Domingo da lua cheia após o Equinócio da Primavera, no hemisfério Norte. O Carnaval acontece entre 3 de Fevereiro e 9 de Março, sempre 47 dias antes da Páscoa, ou seja, após o sétimo Domingo que antecede o Domingo de Páscoa.

Carnaval

O Carnaval é uma festividade popular colectiva, cíclica e agrária. Teve como verdadeiros iniciadores os povos que habitavam as margens do rio Nilo, no ano 4000 a.C., e uma segunda origem, por assim dizer, nas festas pagãs greco-romanas que celebravam as colheitas, entre o séc. VII a.C. e VI d.C.

A Igreja viria a alterar e adaptar práticas pré-cristãs, relacionando o período carnavalesco com a Quaresma. Uma prática penitencial preparatória à Páscoa, com jejum começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência

Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II foram grandes inimigos do Carnaval, mas, no ano 590, a Igreja Católica permite que se realizem os festejos do Carnaval, que consistiam em desfiles e espectáculos de carácter cómico.

No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do Carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o Carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.

Sobre a origem da palavra Carnaval não há unanimidade entre os estudiosos, mas as hipóteses “carne vale” (adeus carne!) ou de “carne levamen” (supressão da carne) levam-nos, indubitavelmente, para o início do período da Quaresma. A própria designação de Entrudo, ainda muito utilizada entre nós, vem do latim “introitus” e apresenta o significado de dar entrada, começo, em relação a esse tempo litúrgico.


Cinzas

No dia seguinte, a cinza recorda o que fica da queima ou da corrupção das coisas e das pessoas. Este rito é um dos mais representativos dos sinais e gestos simbólicos do caminho quaresmal.

Nos primeiros séculos, apenas cumprem este rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que querem receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa, às portas da Páscoa. Vestem hábito penitencial, impõem cinza na sua própria cabeça, e desta forma apresentam-se diante da comunidade, expressando a sua vontade de conversão.

A partir do século XI, quando desaparece o grupo de penitentes como instituição, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma. As cinzas, símbolo da morte e do nada da criatura em relação a seu Criador, obtêm-se por meio da queima dos ramos de palmeiras e de oliveiras abençoados no ano anterior, na celebração do Domingo de Ramos.


Quaresma

O termo Quaresma deriva do latim "quadragesima dies", ou seja, quadragésimo dia. É o período do ano litúrgico que dura 40 dias: começa na quarta-feira de cinzas e termina na missa "in Coena Domini" (Quinta-Feira Santa), sem inclui-la.

O sexto Domingo, que dá início à Semana Santa, é chamado "Domingo de Ramos", "de passione Domini". Desse modo, reduzindo o tempo "de passione" aos quatro dias que precedem a Páscoa, a Semana Ssanta conclui a Quaresma e tem como finalidade a veneração da Paixão de Cristo a partir da sua entrada messiânica em Jerusalém.

Uma prática penitencial preparatória para a Páscoa, com jejum, começou a surgir a partir de meados do século II; outras referências a um tempo pré-pascal aparecem no Oriente, no início do século IV, e no Ocidente no final do mesmo século.

Nos primeiros tempos da Igreja, durante esse período, estavam na fase final da sua preparação os catecúmenos que, durante a vigília pascal, haveriam de receber o Baptismo.

Por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência, marcas que ainda hoje se mantêm.

Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do "Glória" e do "Aleluia" na celebração da Missa.


in Agência Ecclesia

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Dispensamos a Cruz?


A cruz é o sinal, por excelência, do cristão, "símbolo" da entrega de Cristo por todas as falhas da Humanidade, ponto de partida de toda a missão da Igreja (sacramental e institucional). Devido a esta importância que ela tem para nós deve estar sempre presente quer na nossa vida.

A questão que aqui coloco tem o seguinte pano de fundo:
Todos os nossos quartos têm uma cruz. Não é artisticamente bela, mas também não é feia. É uma cruz normalíssima. Acontece que já houve gente que teve a tentação de a retirar com a justificação que era feia (toda a cruz é feia "entenda-se"). Por uma cruz nova e mais bela era aquilo que mais se esperava... Contudo não aconteceu assim! Foi substituída por outro objecto, hierarquicamente mais belo...

Algumas questões:
Devemos retirar as nossas cruzes com a justificação de uma beleza que não têm (entendida à luz do pensamento humano) e pôr, no seu lugar outro objecto (quadros, posters, etc)?
Será que tudo aquilo que ela representa não será maior do que qualquer conceito de beleza?
Será que Cristo pode ser substituído pelo seu Vigário, santo, ou outra pintura?


Neste tempo da Quaresma que se apróxima tenhamos a capacidade de assumir que a Cruz é um bem mas que não pode ser substituída por outra coisa, mesmo que seja por uma representação , artisticamente bela, do mais santo dos Papas ou dos santos!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Um postal


Louvando a Criação aprende-se a viver!
Um postal para viver e recordar..

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Re-Começar

Um semestre acaba de começar...
Mãos à obra! É o último... 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Preocupações...

Não quero nestas linhas defender o uso ou não da veste eclesiástica.

Respeito quem usa e quem não usa. Trato de igual modo as duas posições. Acho que não há mal nenhum em usar. Não me incomoda quem não o usa. Não é o usar ou não que faz do padre, do bispo, ou de quem quer que seja, mais santo ou menos santo. A santidade não se identifica com isso...

Agora preocupam-me várias situações, que identifico como uma falta de respeito para com o "traje oficial da Igreja"!

Não é mau usar antes do tempo devido?
Não é mau usar hoje e amanhã arrumá-lo numa gaveta?
Não é mau fazer do traje eclesiástico um traje de gala?

Isto sim... Preocupa-me...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Exames... Férias!

Ai pois é pessoal! Acabaram-se os exames...
Uns mais faceis que outros mas tudo se fez...

Agora?!

Uma semana em casa a descansar e a preparar (mesmo sendo pouquito) o semestre que se avizinha...

Umas boas férias para todos!!!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um conto para todos vós

Eram quatro búfalos muito amigos. Que nenhum bicho se metesse com eles! Verdade se diga que não havia quem se atravesse a desafiar os quatro possantes animais, aprestados com um equipamento de chifres de alto lá, com todo o respeito. Somados, valiam por oito lanças.
Sempre perto uns dos outros, os quatros búfalos pastavam na savana como se cada um fosse o vértice de um quadrado. Se fossem três formariam um triângulo. Se fossem dois uma linha com duas pontas. Se fosse um não formaria nenhuma figura geométrica. Seria apenas um corpo vagaroso, de costados largos, à mercê das garras e da dentuça de algum animal carniceiro.
“Uma tentação”, pensava, meneando a juba, o senhor leão, observando de um outeiro os quatro inseparáveis amigos.
Mas atacar um, à vista dos outros, era arriscar a vida. Cada chifre um golpe fundo, dos que, uma vez abertos, nunca mais fecham. E lá se dissiparia para nada o sangue precioso do senhor leão.
“Ná. Nessa não caio eu”, pensava ele. “Tenho primeiro de apartá-los”.
E o senhor leão urdiu um plano de caça, que começava por uma intrigalhice que nem condizia com a sua apregoada dignidade. Mas era tudo para afinar a pontaria, quando chegasse a altura…
- Sabe que os quatro búfalos se desentenderam? Por terem troçado dos chifres tortos de um deles… - contou o leão ao chacal. - Mas guarde segredo, por enquanto. Não espalhe.
Tratando-se do chacal, um desbocado, o aviso transformava-se em notícia, lançada aos quatro ventos.
Pouco depois, toda a selva estava ao corrente. Até os próprios búfalos.
- Então vocês estão de mal comigo? - perguntou um deles, já muito amuado, aos restantes colegas.
- O que me contaram foi que tu andas a rir-te dos meus chifres - ripostou um dos outros.
Entraram em discussão. E, estupidamente, acabaram mesmo por desentender-se. Foi cada qual para seu lado, muito ofendido com os parceiros.
Era o que o leão calculava. Estava o terreno aberto para Sua Majestade praticar o seu desporto favorito.
O leão foi-se a um e aniquilou-o
Foi-se ao seguinte e tal e qual.
Não merece a pena prosseguir. Contem até quatro.
O resto dos despojos, que o leão já não quis, foram para o chacal.

Autor: António Torrado

in http://kids.sapo.pt/historia/01/28

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Exames

Começaram os exames!
Hoje foi o primeiro dos últimos... Espero eu!
Quinta haverá outro e sexta acaba-se... Por este semestre!

Muito estudo e algum descanso nestes dias...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Repete-se?

Muito fixe o jantar de ontem... Simplesmente genial!
Para além de uma boa mesa reinou a boa disposição e o convívio entre todos nós...

Não acham de que deveria repetir?
Fica este apelo...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Frequências...

Pronto! Vou fazer a minha última frequência do Semestre...
Pois... Era bom que fosse do ano, e (talvez) da vida!
Mas não... Ainda falta um semestre... E outras tantas para fazer!...