domingo, 8 de março de 2009

Há mimos e mimos!

!Neste dia especialmente dedicado à Mulher, resolveu-se fazer um pequeno convívio na paróquia onde estou a realizar trabalho pastoral (Ferreirim-Lamego), uma coisa deveras interessante.
Este lugar, conhecido de modo especial pelos convívio que lá se realizam, onde as mulheres da terra têm um papel preponderante (afinal sem elas não havia "tacho"...), os homens da terra (ideias do sr. padre Tó Zé...) quiseram dar-lhes um pequeno grande mimo neste dia.
Decidiu-se fazer-lhes uma festa onde o papel delas era simplesmente comer e divertirem-se. Os homens fariam o resto...

E foi feito!

Arranjos; canja; grelhada mista; sobremesas (o pudim de bolacha teve um especial relevo); e bailarico...
Tudo feito por nós, homens, que antes éramos servidos e que hoje experimentamos servir... :-)

E tudo para lhes dar um mimo porque, na verdade, lá no fundo no fundo, até merecem... :-)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Somos Campeões!

Já estivemos em primeiro lugar na Liga Sagres. Estamos em segundo a 2 pontos do FCP e com o Sporting a 2.
Mas temos razões para festejar um título (negativo)!
Ganhamos o Campeonato dos mais gastadores quando não o têm! O SLB está em primeiro lugar, seguido do Sporting. Em terceiro lugar temos o FCP...
Concluindo, vamos disputar a Liga dos Campeões e o FCP disputa a Taça UEFA! Quanto ao Sporting ainda estamos à espera da pré-eliminatória. Depois talvez teremos a presença do Estrela da Amadora na UEFA porque ganhou a Taça de Portugal (LOL)...
Sr Rui Costa! Parabéns! Conquistamos um título. O seu objectivo foi alcançado (nas finanças...)!

(isto de falências técnicas tem muito que se lhe diga...)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnaval, Cinzas e Quaresma

Olhando para o calendário, rapidamente se percebe que é a Páscoa quem rege o Carnaval: a Páscoa é celebrada no primeiro Domingo da lua cheia após o Equinócio da Primavera, no hemisfério Norte. O Carnaval acontece entre 3 de Fevereiro e 9 de Março, sempre 47 dias antes da Páscoa, ou seja, após o sétimo Domingo que antecede o Domingo de Páscoa.

Carnaval

O Carnaval é uma festividade popular colectiva, cíclica e agrária. Teve como verdadeiros iniciadores os povos que habitavam as margens do rio Nilo, no ano 4000 a.C., e uma segunda origem, por assim dizer, nas festas pagãs greco-romanas que celebravam as colheitas, entre o séc. VII a.C. e VI d.C.

A Igreja viria a alterar e adaptar práticas pré-cristãs, relacionando o período carnavalesco com a Quaresma. Uma prática penitencial preparatória à Páscoa, com jejum começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência

Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II foram grandes inimigos do Carnaval, mas, no ano 590, a Igreja Católica permite que se realizem os festejos do Carnaval, que consistiam em desfiles e espectáculos de carácter cómico.

No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do Carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o Carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.

Sobre a origem da palavra Carnaval não há unanimidade entre os estudiosos, mas as hipóteses “carne vale” (adeus carne!) ou de “carne levamen” (supressão da carne) levam-nos, indubitavelmente, para o início do período da Quaresma. A própria designação de Entrudo, ainda muito utilizada entre nós, vem do latim “introitus” e apresenta o significado de dar entrada, começo, em relação a esse tempo litúrgico.


Cinzas

No dia seguinte, a cinza recorda o que fica da queima ou da corrupção das coisas e das pessoas. Este rito é um dos mais representativos dos sinais e gestos simbólicos do caminho quaresmal.

Nos primeiros séculos, apenas cumprem este rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que querem receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa, às portas da Páscoa. Vestem hábito penitencial, impõem cinza na sua própria cabeça, e desta forma apresentam-se diante da comunidade, expressando a sua vontade de conversão.

A partir do século XI, quando desaparece o grupo de penitentes como instituição, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma. As cinzas, símbolo da morte e do nada da criatura em relação a seu Criador, obtêm-se por meio da queima dos ramos de palmeiras e de oliveiras abençoados no ano anterior, na celebração do Domingo de Ramos.


Quaresma

O termo Quaresma deriva do latim "quadragesima dies", ou seja, quadragésimo dia. É o período do ano litúrgico que dura 40 dias: começa na quarta-feira de cinzas e termina na missa "in Coena Domini" (Quinta-Feira Santa), sem inclui-la.

O sexto Domingo, que dá início à Semana Santa, é chamado "Domingo de Ramos", "de passione Domini". Desse modo, reduzindo o tempo "de passione" aos quatro dias que precedem a Páscoa, a Semana Ssanta conclui a Quaresma e tem como finalidade a veneração da Paixão de Cristo a partir da sua entrada messiânica em Jerusalém.

Uma prática penitencial preparatória para a Páscoa, com jejum, começou a surgir a partir de meados do século II; outras referências a um tempo pré-pascal aparecem no Oriente, no início do século IV, e no Ocidente no final do mesmo século.

Nos primeiros tempos da Igreja, durante esse período, estavam na fase final da sua preparação os catecúmenos que, durante a vigília pascal, haveriam de receber o Baptismo.

Por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência, marcas que ainda hoje se mantêm.

Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do "Glória" e do "Aleluia" na celebração da Missa.


in Agência Ecclesia

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Dispensamos a Cruz?


A cruz é o sinal, por excelência, do cristão, "símbolo" da entrega de Cristo por todas as falhas da Humanidade, ponto de partida de toda a missão da Igreja (sacramental e institucional). Devido a esta importância que ela tem para nós deve estar sempre presente quer na nossa vida.

A questão que aqui coloco tem o seguinte pano de fundo:
Todos os nossos quartos têm uma cruz. Não é artisticamente bela, mas também não é feia. É uma cruz normalíssima. Acontece que já houve gente que teve a tentação de a retirar com a justificação que era feia (toda a cruz é feia "entenda-se"). Por uma cruz nova e mais bela era aquilo que mais se esperava... Contudo não aconteceu assim! Foi substituída por outro objecto, hierarquicamente mais belo...

Algumas questões:
Devemos retirar as nossas cruzes com a justificação de uma beleza que não têm (entendida à luz do pensamento humano) e pôr, no seu lugar outro objecto (quadros, posters, etc)?
Será que tudo aquilo que ela representa não será maior do que qualquer conceito de beleza?
Será que Cristo pode ser substituído pelo seu Vigário, santo, ou outra pintura?


Neste tempo da Quaresma que se apróxima tenhamos a capacidade de assumir que a Cruz é um bem mas que não pode ser substituída por outra coisa, mesmo que seja por uma representação , artisticamente bela, do mais santo dos Papas ou dos santos!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Um postal


Louvando a Criação aprende-se a viver!
Um postal para viver e recordar..

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Re-Começar

Um semestre acaba de começar...
Mãos à obra! É o último... 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Preocupações...

Não quero nestas linhas defender o uso ou não da veste eclesiástica.

Respeito quem usa e quem não usa. Trato de igual modo as duas posições. Acho que não há mal nenhum em usar. Não me incomoda quem não o usa. Não é o usar ou não que faz do padre, do bispo, ou de quem quer que seja, mais santo ou menos santo. A santidade não se identifica com isso...

Agora preocupam-me várias situações, que identifico como uma falta de respeito para com o "traje oficial da Igreja"!

Não é mau usar antes do tempo devido?
Não é mau usar hoje e amanhã arrumá-lo numa gaveta?
Não é mau fazer do traje eclesiástico um traje de gala?

Isto sim... Preocupa-me...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Exames... Férias!

Ai pois é pessoal! Acabaram-se os exames...
Uns mais faceis que outros mas tudo se fez...

Agora?!

Uma semana em casa a descansar e a preparar (mesmo sendo pouquito) o semestre que se avizinha...

Umas boas férias para todos!!!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um conto para todos vós

Eram quatro búfalos muito amigos. Que nenhum bicho se metesse com eles! Verdade se diga que não havia quem se atravesse a desafiar os quatro possantes animais, aprestados com um equipamento de chifres de alto lá, com todo o respeito. Somados, valiam por oito lanças.
Sempre perto uns dos outros, os quatros búfalos pastavam na savana como se cada um fosse o vértice de um quadrado. Se fossem três formariam um triângulo. Se fossem dois uma linha com duas pontas. Se fosse um não formaria nenhuma figura geométrica. Seria apenas um corpo vagaroso, de costados largos, à mercê das garras e da dentuça de algum animal carniceiro.
“Uma tentação”, pensava, meneando a juba, o senhor leão, observando de um outeiro os quatro inseparáveis amigos.
Mas atacar um, à vista dos outros, era arriscar a vida. Cada chifre um golpe fundo, dos que, uma vez abertos, nunca mais fecham. E lá se dissiparia para nada o sangue precioso do senhor leão.
“Ná. Nessa não caio eu”, pensava ele. “Tenho primeiro de apartá-los”.
E o senhor leão urdiu um plano de caça, que começava por uma intrigalhice que nem condizia com a sua apregoada dignidade. Mas era tudo para afinar a pontaria, quando chegasse a altura…
- Sabe que os quatro búfalos se desentenderam? Por terem troçado dos chifres tortos de um deles… - contou o leão ao chacal. - Mas guarde segredo, por enquanto. Não espalhe.
Tratando-se do chacal, um desbocado, o aviso transformava-se em notícia, lançada aos quatro ventos.
Pouco depois, toda a selva estava ao corrente. Até os próprios búfalos.
- Então vocês estão de mal comigo? - perguntou um deles, já muito amuado, aos restantes colegas.
- O que me contaram foi que tu andas a rir-te dos meus chifres - ripostou um dos outros.
Entraram em discussão. E, estupidamente, acabaram mesmo por desentender-se. Foi cada qual para seu lado, muito ofendido com os parceiros.
Era o que o leão calculava. Estava o terreno aberto para Sua Majestade praticar o seu desporto favorito.
O leão foi-se a um e aniquilou-o
Foi-se ao seguinte e tal e qual.
Não merece a pena prosseguir. Contem até quatro.
O resto dos despojos, que o leão já não quis, foram para o chacal.

Autor: António Torrado

in http://kids.sapo.pt/historia/01/28